IPCA-15: prévia da inflação fica em 1,17% em novembro e atinge 10,73% em 12 meses

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inflação, ela voltou 25_11_21Puxado mais uma vez pela alta da gasolina, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma prévia da inflação oficial do país, ficou em 1,17% em novembro, após ter registrado taxa de 1,20% em outubro, mostram os dados divulgados nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

“É a maior variação para um mês de novembro desde 2002, quando o índice foi de 2,08%”, informou o IBGE.

 

Com o resultado, o IPCA-15 acumula alta de 9,57% no ano e de 10,73% nos últimos 12 meses, acima dos 10,34% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

 

A inflação acumulada segue acima do dobro da meta para o ano. A meta central do governo para o IPCA em 2021 foi fixada em 3,75%, e o intervalo de tolerância varia de 2,25% a 5,25%. Em 2020, a inflação oficial foi de 4,52%.

 

A mediana de 36 projeções pesquisadas pelo Valor Data projetava uma alta de 1,12% em novembro.

 

Período Taxa
Novembro de 2021 1,17%
Outubro de 2021 1,20%
Novembro de 2020 0,81%
Acumulado no ano 9,57%
Acumulado nos últimos 12 meses 10,73%

 

Todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em novembro. A maior variação (2,89%) e o maior impacto (0,61 p.p.) vieram dos Transportes. Em seguida, vieram Habitação (1,06%) e Saúde e cuidados pessoais (0,80%), com impactos de 0,17 p.p. e 0,10 p.p., respectivamente. Juntos, os três grupos contribuíram com 0,88 p.p. no IPCA-15 de novembro, o equivalente a cerca de 75% do índice do mês. Vestuário (1,59%) teve a segunda maior variação no mês e o grupo Alimentação e bebidas (0,40%) desacelerou em relação a outubro (1,38%). Os demais grupos ficaram entre o 0,01% de Educação e o 1,53% de Artigos de residência.

 

Grupo Variação (%) Impacto (p.p.)
Outubro Novembro Outubro Novembro
Índice Geral 1,20 1,17 1,20 1,17
Alimentação e bebidas 1,38 0,40 0,29 0,08
Habitação 1,87 1,06 0,30 0,17
Artigos de residência 0,53 1,53 0,02 0,06
Vestuário 1,32 1,59 0,05 0,07
Transportes 2,06 2,89 0,43 0,61
Saúde e cuidados pessoais -0,01 0,80 0,00 0,10
Despesas pessoais 0,77 0,61 0,08 0,06
Educação 0,09 0,01 0,01 0,00
Comunicação 0,34 0,32 0,02 0,02
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços, Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor.

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Inflação dispara no mundo

A disparada da inflação não assombra apenas o bolso dos consumidores no Brasil. Durante a pandemia, a escalada dos preços tomou forma em países diversos.

 

Entre as nações que compõem o G20, apenas a Argentina, com inflação na casa de 50%, e a Turquia, com quase 20%, registraram avanços superiores, indicam dados da agência Bloomberg, reunidos pelo economista-chefe da Necton Investimentos, André Perfeito.

 

Nos Estados Unidos, maior economia do mundo, a taxa em 12 meses chegou a 6,2%. É a maior desde novembro de 1990.

 

Ao desalinhar cadeias produtivas globais, a pandemia provocou escassez de insumos no mercado internacional. Com a falta de matérias-primas e a reabertura da economia, os preços ficaram mais caros em diferentes regiões.

 

Argentina
49,87
Turquia
19,89
Brasil
10,67
Rússia
8,13
México
6,24
EUA
6,20
África do Sul
5,00
Canadá
4,70
Alemanha
4,50
Índia
4,48
Reino Unido
4,20
Zona do Euro
4,10
Coreia do Sul
3,20
Austrália*
3,00
Itália
3,00
França
2,60
Indonésia
1,66
China
1,50
Arábia Saudita
0,80
Japão
0,10

 

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