Brasileiros já pagaram mais de R$ 1,4 tri em impostos em 2018

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impostos 10_08_18

 

A arrecadação de impostos no Brasil cresce em ritmo acelerado e em contraste com a qualidade dos serviços públicos. Como forma de denúncia, a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) mantém um painel com uma estimativa de impostos pagos pelo brasileiro.

 

A ACSP é a responsável pela manutenção do chamado “impostômetro”, que mantém uma contagem de impostos pagos pelos brasileiros ao longo do ano. Uma forma da classe comercial protestar contra o que a organização considera um abuso das autoridades.

 

Instalado em 2005, o painel dos impostômetro é uma estimativa através de dados fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), que reúne impostos a nível federal, estadual e municipal.

 

O Impostômetro, que mede a arrecadação em todo o país, atingiu a marca de R$ 1,418 bilhão. O relógio instalado pela Associação Comercial de São Paulo no centro da capital apontava às 17h40 desta quinta-feira, 9, exatamente um trilhão e 418 bilhões de reais arrecadados ao longo de 2018.

 

Com esse montante, segundo cálculos da Associação, daria para comprar 1400 veículos Porsche Panamera ou 3.900 BMW ou 3 bilhões de cestas básicas. Poderia render, ainda, 10  salários mínimos durante 12 milhões de anos, ou juros de R$ 274,5 milhões por dia, ou , ainda, R$ 11,4 milhões a hora.

 

Em maio, quando o Impostômetro alcançou R$ 900 bilhões, a Associação Comercial de São Paulo destacou que “o valor equivale, ou é superior, ao PIB de países como Finlândia, Chile, Hungria, Portugal, Qatar, Angola, Bolívia, República Checa, Equador e Grécia”.

 

Segundo a Associação, o montante representa o total de impostos, taxas e contribuições pagas pelos brasileiros desde o início do ano nos três níveis de governo, municipal, estadual e federal.

 

De acordo com dados do Impostômetro, o brasileiro trabalha 153 dias por ano para pagar impostos.

 

Para especialistas,  há impostos em excesso, além de um número alto de tributos a serem vencidos. Uma situação ruim em comparação com o cenário internacional.

 

Em termos internacionais nós temos tributos em excesso, considerando o nível de renda que nós temos, que é um nível ainda de país emergente, não desenvolvido. O  Brasil pratica um volume de impostos equivalente ao de países desenvolvidos.

 

Nós temos uma carga tributária que quase de primeiro mundo e os serviços prestados, de educação, saúde, segurança são, vamos dizer, quase terceiro mundo.

 

Para que haja uma mudança, o caminho seria a discussão de uma reforma fiscal como primeiro passo para que se possa reduzir gastos e logo após mexer na estrutura tributária.

 

Até o final de 2018, o impostômetro deve chegar a quase R$ 2,4 trilhões, cerca de 10% a mais do que em 2017, quando o indicador atingiu R$ 2,17 trilhões.

 

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