Custo da cesta básica no Vale do Ivai sobe 7,16% em setembro

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Em setembro o custo do conjunto de alimentos essenciais no Vale do Ivaí, denominado de Cesta Básica, teve uma alta de 7,16%, após uma queda de 9,15% em agosto,  fechando em R$ 341,15,  segundo levantamento efetuado pela equipe econômica da Rádio Cidade Jandaia. Em agosto havia sido de R$ 318,35.

 

Em nível de Brasil, o preço do conjunto de alimentos essenciais caiu em 10 das 18 cidades onde o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) realiza a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. As reduções mais expressivas foram registradas em Goiânia (-2,31%), Recife (-2,17%) e João Pessoa (-1,94%). Em São Paulo,  o valor da cesta não variou. Foram registradas altas em sete capitais, com destaque para a taxa de Campo Grande (5,24%) e Salvador (1,26%).

 

A cesta mais cara foi a de Florianópolis (R$ 435,47), seguida pela de São Paulo (R$ 432,83), Porto Alegre (R$ 423,01) e Rio de Janeiro (R$ 418,48)1. Os menores valores médios foram observados em Salvador (R$ 315,86) e São Luís (R$ 324,04).

 

Os produtos da Cesta Básica e suas respectivas quantidades mensais  foram definidos pelo Decreto 399 de 1938, que continua em vigor.  A pesquisa da Cesta Básica de Alimentos (Ração Essencial Mínima) é  realizada hoje pelo Dieese em 18 capitais do Brasil levantando o preço de treze produtos de alimentação.

 

Dos 13 produtos pesquisados na região,  04 deles  caíram de preço. A maior queda foi a batata inglesa (-) 20,88%,  seguido do feijão carioca (-) 9,12%, óleo da soja (-) 5,42% e do açúcar refinado (-) 4,26%.  Por outro lado, 05 produtos subiram de preço, com destaque para a manteiga (+) 40,76%, seguido do leite com alta de 20,92%, carne bovina (+) 11,84%, tomate (+) 7,17% e da farinha de trigo (+) 1,40%. Outros 04, arroz, pão francês, café em pó e banana nanica não tiveram os preços alterados.

 

Com base no custo da cesta em maio  e considerando a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deva ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e de sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, é possível estimar mensalmente o valor do salário mínimo necessário.

 

Assim, aplicando esta  mesma metodologia, o valor do salário mínimo ideal para que um trabalhador pudesse sustentar sua família de quatro pessoas, no Vale do Ivaí,  deveria ser de R$ 2.866,00, muito distante da realidade e  uma utopia para os nossos dias atuais. O valor é 3,0 vezes o salário mínimo nacional em vigor de R$ 954,00.  Em nível de Brasil, o salário mínimo necessário deveria equivaler a R$ 3. 658,39, ou 3,83 vezes o salário mínimo nacional,

 

Logo, o trabalhador no Vale do Ivaí, que ganhou um salário mínimo (R$ 954,00), precisou trabalhar 78,67 horas por mês, apenas para adquirir os produtos da cesta básica, consumindo o equivalente a 38,87% de sua renda líquida.

 

Em setembro de 2017 o salário mínimo era de R$ 937,00 e o piso mínimo necessário, no Vale do Ivaí, correspondeu a R$ 2.914,65 (3,11 vezes o mínimo então em vigor). Naquele mês o custo da cesta básica havia sido  de R$ 346,94. Assim a cesta básica ficou 1,67% mais baixa que há um ano.

 

 

 

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