Tomate e batata inglesa puxaram a alta da cesta básica no Vale do Ivai, que subiu 14,69% em outubro

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O tomate e a batatinha foram os grandes vilões na alta da cesta básica em outubro  no Vale do Ivaí, cujo conjunto de produtos que compõem a referida cesta,  tiveram  uma alta de 14,69%, fechando em R$ 391,27,  segundo levantamento efetuado pela equipe econômica da Rádio Cidade Jandaia. Em setembro  havia sido de R$ 341,15.

 

Em nível nacional, o preço da cesta básica no mês de outubro apresentou alta em 16 das 18 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Segundo o levantamento as cidades que apresentaram aumento mais expressivo foram Fortaleza (7,15%), Porto Alegre (6,35%), Vitória (6,08%) e Rio de Janeiro (6,02%).

 

A cesta mais cara foi a de Florianópolis, ficando em R$ 450,35, seguida pela de Porto Alegre (R$ 449,89), São Paulo (R$ 446,02) e Rio de Janeiro (R$ 443,69). Os menores valores médios foram observados em Natal (R$ 329,90) e Recife (R$ 330,20).

 

Os produtos da Cesta Básica e suas respectivas quantidades mensais  foram definidos pelo Decreto 399 de 1938, que continua em vigor.  A pesquisa da Cesta Básica de Alimentos (Ração Essencial Mínima) é  realizada hoje pelo Dieese em 18 capitais do Brasil levantando o preço de treze produtos de alimentação.

 

Dos 13 produtos pesquisados na região,  04 deles  caíram de preço. A maior queda foi a manteiga (-) 32,76%, seguido do leite (-) 31,14%, farinha de trigo (-) 3,46% e banana nanica (-) 0,33%.  Por outro lado, 07 produtos subiram de preço, com destaque para o  tomate com uma alta de (+) 125,75%, seguido da batata inglesa (+) 51,27%, carne bovina (+) 19,02%, óleo de soja (+) 17,92%, feijão carioca (+) 15,38%, açúcar refinado (+) 10,67% e café em pó (+) 1,14%.  Outros 02, arroz e pão francês não tiveram os preços alterados.

 

Com base no custo da cesta em outubro,  e considerando a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deva ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e de sua família, composta de 02 adultos e 02 crianças, com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, é possível estimar mensalmente o valor do salário mínimo necessário.

 

Assim, aplicando esta  mesma metodologia, o valor do salário mínimo ideal para que um trabalhador pudesse sustentar sua família de quatro pessoas, no Vale do Ivaí, deveria ser de R$ 3.287,06, muito distante da realidade e  uma utopia para os nossos dias atuais. O valor é 3,45 vezes o salário mínimo nacional em vigor de R$ 954,00.

 

 

Em outubro  de 2017 o salário mínimo era de R$ 937,00 e o piso mínimo necessário, no Vale do Ivaí, correspondeu a R$ 2.650,69 (2,82 vezes o mínimo então em vigor). Naquele mês o custo da cesta básica havia sido  de R$ 315,52. Assim a cesta básica ficou 24% mais cara que há um ano.

 

Em nível de Brasil, o salário mínimo necessário deveria ser de R$ 3.783,39, equivalente a 3,97 vezes o salário mínimo atual. Em setembro, o valor tinha sido estimado em R$ 3.658,39, ou 3,83 vezes o piso mínimo do país.

 

Com base no custo da cesta básica, o trabalhador no Vale do Ivaí, que ganhou um salário mínimo (R$ 954,00), precisou trabalhar 90,23 horas por mês, apenas para adquirir os produtos da cesta básica, consumindo o equivalente a 44,58% de sua renda líquida.

 

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