Mercado financeiro prevê mais inflação e baixa expectativa de crescimento do PIB de 2019

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Os analistas das instituições financeiras elevaram a estimativa de inflação para este ano e também passaram a prever uma alta menor do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019.

 

As previsões constam no boletim de mercado, também conhecido como relatório “Focus”, divulgado nesta segunda-feira (18) pelo Banco Central (BC). O relatório é resultado de levantamento feito na semana passada com mais de 100 instituições financeiras.

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Para 2019, os economistas do mercado financeiro subiram a expectativa de inflação de 3,87% para 3,89%. A meta central deste ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerância do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.

 

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

 

Para 2020, o mercado financeiro manteve em 4% a estimativa de inflação – em linha com a meta central, de 4% para o próximo ano. No ano que vem, a meta terá sido oficialmente cumprida se a inflação oscilar entre 2,5% e 5,5%.

 

Produto Interno Bruto

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, a previsão do mercado financeiro recuou de 2,28% para 2,01% na semana passada. Foi a terceira queda seguida do indicador.

 

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

 

Para o ano que vem, a expectativa do mercado financeiro para expansão da economia se manteve  em 2,80%.

 

Os economistas dos bancos não alteraram a previsão de expansão da economia para 2021 e para 2022 – que continuou em 2,50% para os dois anos.

 

Outras estimativas

  • Taxa de juros – O mercado manteve em 6,5% ao ano a previsão para a taxa Selic no fim de 2019. Atualmente, o juro básico da economia está neste patamar. Com isso, o mercado segue prevendo juros estáveis neste ano. Para o fim de 2020, a previsão foi reduzida para 7,75% ao ano. Deste modo, os analistas continuam prevendo alta dos juros no ano que vem.

 

  • Dólar – A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2019 permaneceu estável em R$ 3,70 por dólar. Para o fechamento de 2020, ficou inalterada em R$ 3,75 por dólar.

 

  • Balança comercial – Para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2019 reduziu de US$ 51 bilhões de resultado positivo, para US$ 50 bilhões. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit reduzu de  US$ 48,94 bilhões  para  US$ 46 bilhões.

 

  • Investimento estrangeiro – A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2019, foi mantida em US$ 80 bilhões. Para 2020, a estimativa dos analistas recuou de US$ 82,52 bilhões para US$ 82,30 bilhões.

 

 

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