Confiança do comércio registra primeira alta no ano, aponta FGV

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confiança 26_06_19O índice que mede a confiança do comércio subiu 1,8 ponto em junho, passando de 91,4 para 93,2 pontos, segundo divulgou nesta terça-feira (26) a Fundação Getulio Vargas (FGV). Esse foi o primeiro resultado positivo em 2019. Em médias móveis trimestrais, entretanto, o Índice de Confiança do Comércio (ICOM) caiu 1,2 ponto, quarta queda consecutiva.

 

“Apesar da melhora, o índice ainda está em nível semelhante ao do período eleitoral. Em outubro do ano passado, ficou em 94,4 pontos, e chegou a 104 pontos em dezembro.

 

“A nova queda dos indicadores de situação atual mostra que os empresários do setor estão incomodados com o ritmo das vendas, reforçando o cenário de recuperação gradual, dada a vagarosa recuperação do mercado de trabalho e o nível baixo da confiança dos consumidores”, avalia Rodolpho Tobler, coordenador da pesquisa.

 

Apesar da melhora de alguns indicadores da economia em junho, os analistas destacam que a leitura permanece de uma economia estagnada, após o Produto Interno Bruto (PIB) ter registrado queda de 0,2% no 1º trimestre.

 

De acordo com a FGV, o resultado negativo no trimestre móvel reforça que, “mesmo que as expectativas estejam passando por um período de calibragem com alta volatilidade, os indicadores de situação atual confirmam que o ritmo de vendas ao longo do primeiro semestre de 2019 continua fraco”.

 

A melhora do índice ocorreu devido a um avanço do indicador de expectativas, depois de quatro quedas consecutivas. O subíndice avançou 5,1 pontos em junho, mas ainda se encontra abaixo dos 100 pontos (99,9 pontos). Por outro lado, o indicador de situação atual recuou 1,5 ponto em junho, registrando 86,8 pontos, menor valor desde dezembro de 2017 (86,0 pontos).

 

Após 4 quedas seguidas, confiança do consumidor aumenta em junho, diz FGV

A confiança do consumidor avançou 1,9 ponto em junho, na comparação com maio, interrompendo uma sequência de 4 quedas consecutivas, divulgou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta terça-feira (25).

 

 “A melhora de junho foi determinada pela calibragem das expectativas, que haviam piorado muito entre janeiro e maio, passando de um perfil otimista para pessimista em apenas quatro meses. Agora passam a retratar um perfil neutro. Com o mercado de trabalho avançando lentamente, os resultados ainda podem demorar a influenciar significativamente as percepções sobre a economia no momento”, afirma Viviane Seda Bittencourt, coordenadora da pesquisa.

 

O Índice de Situação Atual (ISA) se manteve em 73,4 pontos enquanto o Índice de Expectativas (IE) avançou 3,2 pontos, para 99,7 pontos, revertendo parte da queda de 2,2 pontos registrada em maio.

 

Já as avaliações sobre a situação financeira das famílias voltaram a piorar. Com a queda de 0,8 ponto, o indicador atingiu 67,4 pontos, menor nível desde outubro de 2018.

 

Com relação às perspectivas para os meses seguintes, o indicador que mede o otimismo relacionado à evolução da situação financeira das famílias foi o que mais contribuiu para a alta da confiança no mês, avançando 8,1 pontos, para 99,0 pontos, o maior desde março (100,9). Esse ganho, no entanto, não foi o suficiente para compensar a perda acumulada de 20,7 pontos entre janeiro e maio. O indicador que mede o grau de otimismo com a situação econômica futura subiu 3,9 pontos, para 111,9 pontos.

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