O acúmulo de contas atrasadas é um problema para milhões de brasileiros, gerando estresse e incerteza financeira. Dados do Indicador de Inadimplência de Pessoas Físicas, da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas e do SPC Brasil, indicam que quase 72 milhões de brasileiros — 42% dos adultos — estão inadimplentes. Esse é o maior índice desde que a pesquisa começou a ser feita, em 2005.
Outro número alarmante é o tempo que as pessoas ficam com as contas atrasadas: dívidas de 3 a 4 anos sem pagamento cresceram quase 40% no último ano.
Como resolver?
Para sair das dívidas é preciso começar fazendo um levantamento detalhado da situação financeira. O primeiro passo é listar todas as contas atrasadas.
Essa anotação minuciosa dá clareza para a pessoa se organizar e não ter nenhuma surpresa, nenhuma conta que esteja pendente fora do radar. Erich Keller, especialista em planejamento financeiro pessoal e gestão patrimonial
Após a organização, é hora de elencar prioridades. Nem todas as dívidas têm o mesmo peso ou urgência. Keller sugere a seguinte hierarquia:
- Contas essenciais: luz, água, gás, aluguel, alimentação e outras despesas básicas de sobrevivência, que não podem ser negligenciadas;
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- Dívidas com risco de corte de serviço ou ação judicial;
- Empréstimos com garantia: se você deixou o carro como garantia para um empréstimo, por exemplo, é melhor buscar uma quitação do que perder o automóvel;
- Contas com juros mais altos: “Cartão de crédito e cheque especial corroem rapidamente o orçamento devido a altas taxas de juros praticadas”, reforça Keller



