Por que o dólar desabou após tarifaço de Trump e o que esperar daqui para frente

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cumpriu sua promessa de campanha e anunciou seu “tarifaço” para produtos importados na quarta-feira, 2. Como reação, houve um movimento global de desvalorização do dólar.

 

No Brasil, a moeda norte-americana despencou 1,18% na sessão de quinta-feira, 3, cotada a R$ 5,62, menor valor desde 16 de outubro de 2024. O índice DXY, que mede a força do dólar americano em relação a moedas fortes de países desenvolvidos, recuou mais de 2%, atingindo a maior queda diária desde 2016.

 

A queda da divisa americana reflete o aumento do temor de uma recessão global impulsionada pelas novas tarifas do governo Trump, que podem impactar, sobretudo, a própria economia americana.

 

“Esse cenário intensifica as expectativas de que o Federal Reserve [banco central dos EUA] poderá adotar cortes mais agressivos nas taxas de juros, o que coloca pressão sobre o dólar. A forte liquidação da moeda americana reflete esse novo ambiente”, aponta André Matos, CEO da MA7 negócios.

 

O problema do tarifaço está no risco contratado para a própria economia norte-americana, Isso porque, o maior custo de produtos importados pode levar a um aumento de preços – seja por redução de oferta, seja pelo repasse do custo maior com tarifas – e a uma consequente redução na atividade econômica.

 

Vai viajar ao exterior? Veja se é hora de comprar dólar

Para quem precisa comprar a moeda norte-americana tendo como meta uma viagem ao exterior, a recomendação dos especialistas é que esse investimento seja feito paulatinamente.

 

Como a cotação do dólar não é previsível, é projetada, e está sujeita aos cenários internos e externos, ela pode sofrer variações inesperadas – para cima ou para baixo. Portanto, a estratégia mais indicada é comprar as moedas aos poucos, e não esperar por um momento de baixa da moeda.