O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta segunda-feira (4), a Medida Provisória nº 1.355, que institui o Novo Desenrola Brasil, programa de renegociação de dívidas voltado a reduzir o endividamento da população.
A iniciativa entra em vigor nesta terça-feira (5) para pessoas físicas com renda mensal de até cinco salários mínimos (R$ 8.105), abrangendo dívidas em atraso entre 91 e 720 dias em modalidades como cartão de crédito (parcelado e rotativo), cheque especial e crédito pessoal sem consignação.
Entre as justificativas para o lançamento do programa está o percentual de famílias que não conseguem pagar dívidas em atraso que chegou a 12,3% em março, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), da Confederação Nacional do Comércio (CNC).
O indicador mantém trajetória de alta nos últimos anos. Em março de 2023, o índice era de 11,5%; em 2025, passou a 12,2%.
Ao mesmo tempo, o endividamento total das famílias bateu recorde e chegou a 80,4%, acima dos 77,1% registrados em março de 2025.
Apesar de uma leve melhora na comparação mensal, o nível de inadimplência segue elevado. Em março, 29,6% das famílias tinham contas em atraso, percentual superior ao de um ano antes, quando era de 28,6% .
A pesquisa é realizada mensalmente pela CNC com cerca de 18 mil consumidores nas capitais dos estados e no Distrito Federal.
Diante desse quadro, o governo federal lançou o Desenrola 2.0, nova versão do programa de renegociação de dívidas.



