O El Niño é um acontecimento natural na natureza e é caracterizado pelo aquecimento, acima da média, da superfície do oceano Pacífico, perto da linha do Equador. Sua atividade pode influenciar eventos climáticos extremos.
O fenômeno tem relação com os ventos alísios, que usualmente empurram águas quentes em direção a Ásia. Há anos, porém, aponta a Noaa, que tais ventos se enfraquecem. Esses são os anos de El Niño.
Há ainda um outro fenômeno associado, a La Niña. Ainda segundo a Noaa, esse segundo acontecimento se dá quando os alísios se tornam mais intensos do que o normal. O fenômeno se caracteriza, com isso, pela superfície da água mais fria do que a média histórica.
Como afeta o Brasil
Segundo nota técnica do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o El Niño já chegou e este ano pode reduzir o volume de chuvas na amazônia. Isso pode levar a um aumento no risco de fogo no bioma.
Na avaliação de especialistas, o Brasil não está preparado para enfrentar as consequências desse fenômeno. O Brasil possui 5.570 municípios, dos quais 3.668 (66%) com índices adaptativos insatisfatórios para inundações, enxurradas e alagamentos, além de 3.736 (67%) com indicadores abaixo do ideal para adequação a deslizamentos de terra. Isso não significa que todas as localidades listadas estão sujeitas a riscos elevados, mas que essas unidades administrativas não estão preparadas para tais eventos.
Por esse motivo, Flávio Dino, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), a intimar a União e os estados parte da amazônia e do pantanal a informar o planejamento e os preparativos frente ao aumento do risco de incêndios florestais.
Enquanto o Norte e Nordeste usualmente ficam com menos chuvas, anos de El Niño costumam ter maior volume de precipitação no Sul do Brasil.
A região Centro-Oeste costuma ter temperaturas mais elevadas, aumentando também o risco de fogo.
Já no Sudeste, anos de El Niño costumam registrar aumento da temperatura média, especialmente na primavera e verão, mais chuvas no sudeste de São Paulo, centro-sul do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, e redução de precipitação em áreas mais ao norte. Também podem ocorrer secas na região, o que varia de acordo com a intensidade do fenômeno.



