53% dos que apostam, já atrasaram contas para jogar em bets, diz estudo

Mais da metade dos brasileiros que apostam em plataformas online já atrasou o pagamento de alguma conta para priorizar as apostas, segundo uma pesquisa da Hibou, empresa especializada em pesquisa e insights de mercado e consumo.

 

A pesquisa revela que 53% dos apostadores deixaram de pagar contas para jogar. Dos entrevistados pelo estudo, 25% atrasaram contas uma única vez e 28% atrasaram algumas vezes.

 

O corte de gastos domésticos para bancar as apostas atinge 59% dos jogadores. Essa situação ocorreu só uma vez para 14% do público e algumas vezes para 45%.

 

A maior parte dos usuários aposta valores baixos por rodada. Cerca de 36% gastam de R$ 21 a R$ 50, enquanto 24% utilizam até R$ 20 por aposta.

 

A pesquisa Pulso Apostas 2026 ouviu 2.470 brasileiros, maiores de idade, das classes ABCD. O estudo foi realizado de forma digital pelo instituto Hibou entre 28 e 31 de agosto deste ano, com margem de erro de 1,9 ponto percentual.

 

Perfil dos apostadores

Apostas online já fazem parte da rotina de 38% dos brasileiros. Segundo o estudo, 39% jogam algumas vezes por mês, 22% semanalmente e 11% múltiplas vezes por semana.

 

Cerca de 46% dos entrevistados se classificam como apostadores casuais. Outros 30% ainda não definiram o próprio perfil, 18% dizem focar em mercados simples e 6% afirmam atuar como analistas de probabilidades.

 

Busca por dinheiro fácil lidera os motivos para apostar, citada por 47% das pessoas. Na hora de escolher a plataforma, a reputação da casa de apostas pesa mais (44%) que os bônus oferecidos (30%).

 

Cerca de 80% dos participantes concordam que a atividade vicia. Sinais de descontrole financeiro ou emocional afetam 15% dos apostadores brasileiros. Dentro desse grupo, 6% sentem o impacto negativo de forma frequente e 9% relatam problemas esporádicos.

 

Brasileiros depositaram R$ 220,6 bilhões em bets em 2025. Segundo dados do Ministério da Fazenda, deste total, cerca de R$ 36,9 bilhões se transformaram em perdas de apostadores que se converteram em receita bruta. O restante, R$ 183,7 bilhões, foi destinado ao pagamento de prêmios e oferta de bônus sacáveis.