Mercado financeiro sobe para 5,22% estimativa de inflação em 2026 e passa a prever juros menores

O mercado financeiro elevou sua estimativa de inflação neste ano e também passou a projetar uma queda maior na taxa básica de juros, a Selic.

 

As informações fazem parte do “Boletim Focus”, divulgado nesta terça-feira (13) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

 

A alta na estimativa de inflação acontece apesar da continuidade da guerra no Oriente Médio, que eleva o preço do petróleo, com potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).

 

  • ➡️ Para 2026, a estimativa de inflação subiu de 5,01% para 5,22%;
  • ➡️ Para 2027, a expectativa permaneceu em 4,30%;
  • ➡️ Para 2028, a previsão caiu de 3,80% para 3,79%;
  • ➡️ Para 2029, a estimativa recuou de 3,51% par 3,50%.

 

Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.

 

🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento.

 

Produto Interno Bruto

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, o mercado financeiro manteve sua estimativa em 1,85% na semana passada.

 

Com isso, os analistas estimam desaceleração da economia neste ano, visto que, em 2025, o PIB cresceu 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia.

 

🔎Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem-estar social.

 

Para 2027, a projeção do mercado de crescimento do PIB continuou em 1,40%.

  • Em um ano eleitoral, o governo tem adotado ações para estimular a economia e reduzir o endividamento da população, o que impulsiona a demanda por produtos e serviços.
  • A estratégia do governo, porém, dificulta o controle da inflação. O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter as pressões inflacionárias.

 

Corte dos juros

O mercado financeiro também passou a projetar um corte maior na taxa de juro neste ano.

 

Atualmente, a taxa está em 13,75% ao ano — após cinco cortes neste ano.

  • A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 recuou de 13,50% para 13,25% ao ano na última semana, embutindo não somente uma, mas duas reduções até o fim de 2026.
  • Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 12% ao ano.
  • Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10,50% ao ano.

 

Taxa de câmbio

O mercado financeiro baixou sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano de R$ 5,20 para R$ 5,15 por dólar.

 

Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos recuou de R$ 5,28 para R$ 5,26 por dólar.