Índice de inflação que reajusta aluguel sobe 1,47% em outubro

O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), registrou alta de 1,47% em outubro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).

 

O resultado é menor do que o de setembro, quando a alta dos preços ficou em 1,57%, e também representa uma desaceleração em comparação à prévia do indicador divulgada na semana passada, que havia indicado alta de 1,59%.

 

O IGP-M acumula alta de 4,97% desde o começo do ano e de 5,24% nos últimos 12 meses. O índice é utilizado na atualização da maior parte dos contratos de aluguel no Brasil. A alta de 1,57% no mês passado já havia revertido uma trajetória de três deflações apuradas pelo Ibre-FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas) nos meses de junho (-0,5%), julho (-1,16%) e agosto (-0,22%).

 

O novo indicador será aplicado à atualização de aluguéis cujos contratos vencem em novembro. O inquilino que paga mensalmente R$ 1.000 de aluguel, por exemplo, terá o valor dos boletos aumentado em R$ 52,40 e passará a pagar R$ 1.052,40. O IGP-M é um indicador que mede a inflação e a variação geral de preços na economia brasileira, desde a matéria-prima no atacado até o preço final pago pelo consumidor.

 

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, teve alta de 1,93% em outubro, abaixo da aceleração de 2,08% observada em setembro.

 

Na mesma linha, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, também desacelerou, aumentando 0,45% em outubro, contra uma elevação de 0,50% em setembro, influenciado principalmente pela queda expressiva das tarifas de energia elétrica residencial.

 

“No entanto, o principal sinal de atenção vem dos preços dos alimentos in natura, especialmente do grupo Hortaliças e Legumes, que, diferentemente dos preços ao produtor, aceleraram na passagem mensal, registrando alta de 10,6%. Entre os fatores que explicam esse movimento estão condições climáticas mais adversas do que o padrão sazonal histórico, que intensificaram as restrições de oferta em alguns produtos, como o tomate. Para os próximos meses, a expectativa é de manutenção da volatilidade desses preços. Além disso, os efeitos do El Niño aumentam a probabilidade de novas pressões sobre o grupo Gêneros Alimentícios, que deverá continuar apresentando elevações expressivas”, disse Dias.

 

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, acelerou a alta em outubro, para uma elevação de 0,35%, contra 0,25% em setembro.