Aliados de Flávio Bolsonaro cogitam mudança dele para os EUA; Moraes determina que Flávio entregue passaporte e proíbe que ele deixe o país

Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL) não descartam a possibilidade de que ele se mude para os Estados Unidos, assim como o irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que se mudou para o país em março de 2025.

 

A hipótese é cogitada ao menos desde o início da campanha presidencial, em agosto. Nos bastidores, o entorno de Flávio já tratou sobre o tema diversas vezes ao longo dos últimos dois meses.

 

Na semana passada, Eduardo falou publicamente sobre o assunto em uma entrevista para um podcast americano: “Se meu irmão não ganhar, eu sou a favor de que meu irmão saia do país. Com certeza”.

 

O entorno de Flávio diz que ele vai ser alvo de perseguição política por parte do judiciário. Ele é investigado em dois inquéritos no STF que apuram esquemas de corrupção.

 

Retenção do Passaporte

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entregue seus passaportes.

 

A decisão foi dada na noite do domingo (25) em processo em que Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz são investigados por lavagem de dinheiro, em um suposto esquema que envolveria empresas de Tomaz e bets.

 

Os dois confirmam que são amigos, mas negam sejam sócios – e qualquer irregularidade.

 

Flávio Bolsonaro também é formalmente investigado pela Polícia Federal (PF) em inquérito aberto para apurar a possível prática de crimes relacionados ao financiamento da produção do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

A decisão de Moraes incluiu três determinações:

  • proibição de contato entre Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz;
  • cancelamento de todos os passaportes brasileiros, incluindo o diplomático, de Flávio Bolsonaro;
  • entrega em até 24 horas de passaportes que Flávio Bolsonaro tenha de outras nacionalidades.

 

Em um vídeo postado em uma rede social, Flávio Bolsonaro afirmou também que visitou o pai, ex-presidente Jair Bolsonaro, nesta segunda-feira (26), e que havia sido intimado pela Polícia Federal (PF) a entregar o documento.

 

“E quando eu estava saindo, a Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dele e no meio da rua, eu fui intimado a entregar os meus passaportes e também estou proibido de deixar o país. A decisão do Alexandre de Moraes se baseou numa fala do Eduardo de 23/10 que eu deveria deixar o país se eu perdesse a eleição, eu nunca falei isso”.