Aqui não tem crise: quatro maiores bancos lucraram R$ 107,8 bi no ano passado

Se há um setor que não pode reclamar da situação econômica é o bancário. Parece que nunca são afetados por movimentos negativos da economia. Os quatro maiores bancos listados na B3 registraram lucro líquido combinado de R$ 107,8 bilhões. O valor é 4,4% menor do que a soma dos ganhos de 2024 e foi puxado pelo Banco do Brasil (BB), ainda sob pressão da escalada da inadimplência no agronegócio.

 

No quarto trimestre do ano passado, esses mesmos bancos (Itaú Unibanco, Bradesco, BB e Santander Brasil) lucraram juntos R$ 28,7 bilhões, queda de 3,6% ante igual período de 2024. O resultado veio 6,7% acima da estimativa de analistas consultados pelo Prévias Broadcast, de R$ 26,9 bilhões.

 

Principal responsável pela retração, o BB registrou tombo de 45% no lucro líquido ajustado em 2025, a R$ 20,7 bilhões, embora tenha surpreendido analistas no quarto trimestre. Os calotes no agronegócio não deram trégua e a instituição precisou ampliar as provisões para perdas. Assim, o retorno sobre patrimônio (RoE) teve contração de quase 10 pontos porcentuais no ano, a 11,4%.

 

Na outra ponta, os três maiores bancos privados (Itaú, Bradesco e Santander Brasil) expandiram o lucro a R$ 87,1 bilhões em 2025, com uma composição de carteira que priorizou linhas com garantia e maior rentabilidade.

 

No que já se tornou recorrente ao longo dos últimos trimestre, o maior banco privado do País , o Itaú, foi, mais uma vez, o grande destaque da temporada de balanços. O lucro líquido alcançou nível recorde de R$ 46,8 bilhões em 2025, um incremento anual de 13,1%. Já o Bradesco teve um lucro líquido de R$ 24,6 bilhões, enquanto o Santander Brasil atingiu R$ 15,6 bilhões.