O nível de endividamento de dezembro de 2025 (78,9%) é o maior para o mês em toda a série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) de dezembro, apurado e divulgado nesta quarta-feira (14) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
O resultado representa um aumento de 2,3 pontos percentuais em relação a dezembro de 2024. Na inadimplência, também houve aumento na comparação anual, chegando a 29,4% dos entrevistados.
Na comparação mensal, no entanto, houve melhora dos índices. Após atingir a máxima histórica de 79,5% em outubro, o percentual de famílias endividadas recuou para 78,9% em dezembro, a menor taxa registrada desde julho.
O menor endividamento em dezembro foi acompanhado por uma redução do percentual de inadimplência, que atingiu 29,4%, a menor taxa desde abril (29,1%), mas ainda ligeiramente além do resultado de dezembro de 2024.

Assim como o percentual de famílias que não terão condições de pagar as dívidas em atraso, que apresentou queda, indo para 12,6%, o menor percentual desde junho (12,5%). No entanto, nesse caso, terminou o ano abaixo do resultado de 2024
Enquanto isso, os aumentos do percentual de famílias comprometidas com dívidas por mais de um ano foram revertidos esse mês, reduzindo de 32,1% para 31,8%. Em relação ao ano passado (36,3%), a queda foi ainda mais abrupta. Em contrapartida, as dívidas até 3 e 6 meses aumentaram, sendo desfavorável para o orçamento mensal. Sendo assim, a média reduziu para um prazo de 7,1 meses contra 7,4 em dezembro de 2024, demonstrando dívidas mais curtas, ou seja, menos tempo para pagamento em média.
Outro fator desfavorável do mês é que o percentual dos consumidores que têm mais da metade dos rendimentos comprometidos com dívidas avançou 0,1 ponto percentual no mês para 18,9%, após queda em novembro. A maior parte das famílias (56,4%) continua possuindo entre 11% e 50% da renda comprometida. Dessa forma, o percentual médio de comprometimento da renda com dívidas permaneceu em 29,5% em dezembro, o menor nível desde setembro (29,3%) e abaixo dos 29,8% em dezembro de 2024




