Insatisfeitos com a alta do preço dos combustíveis, grupos que representam caminhoneiros de diferentes regiões do Brasil irão se reunir na 4ª feira (18.mar.2026) para decidir data para uma greve nacional. Os trabalhadores vão debater uma proposta a ser enviada ao governo federal e consideram a paralisação caso não consigam negociação com o Executivo.
O presidente da Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores), Wallace Landim, conhecido como Chorão, disse ao Poder360 que a categoria já decidiu cruzar os braços caso não haja avanço com o governo. “Estamos só terminando de alinhar com outras entidades e a partir de amanhã já teremos uma data definida”.
Chorão declarou que, sem um acordo, a intenção é realizar uma greve igual ou maior à de 2018. Afirmou que “a dor” de 2026 é a mesma de 8 anos atrás.
O presidente da Abrava disse que a greve envolveria não só caminhoneiros autônomos, mas também os que são contratados por empresas de transporte, além de motoristas de aplicativo.
Preço do diesel subiu mesmo com medidas do governo
O preço médio do litro do combustível nos postos em 19 capitais foi de R$ 6,10 na semana de 1º a 7 de março e subiu para R$ 6,58 na semana de 8 a 14 de março. Os dados são da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) baixou em 12 de março duas medidas para reduzir o impacto da alta do petróleo por causa da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. A Fazenda estima que o impacto será de R$ 30 bilhões até 31 de dezembro de 2026.
Um dia depois de Lula anunciar o pacote, porém, a Petrobras informou que iria aumentar o preço desse combustível em 11,6%. A petroleira estatal anunciou em 13 de março que elevaria em R$ 0,38 o litro do diesel A para as distribuidoras. A medida passou a valer em 14 de março. Com o reajuste, o valor médio do combustível vendido pela estatal passará a R$ 3,65 por litro.



