Economistas mantém previsão da inflação voltam a reduzir previsão para taxa de juros neste ano

A projeção do IPCA para 2026 permaneceu estável em 3,91%. Para 2027, a estimativa recuou para 3,79%. Já para 2028 e 2029, as projeções seguem estáveis em 3,50% há 17 e 26 semanas consecutivas, respectivamente.

 

Os economistas voltaram a reduzir a previsão da taxa de juros neste ano pela segunda semana consecutiva, de acordo com o boletim Focus divulgado na manhã desta segunda-feira (2), que não levou em consideração eventuais impactos do conflito no Oriente Médio, já que o levantamento foi fechado na sexta-feira (27), antes de iniciarem os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã.

 

Os analistas acreditam que a Selic terminará o ano a 12%, uma redução de 0,13 ponto percentual em relação à semana passada. Mas os especialistas ouvidos pelo BC mantiveram a expectativa de um corte de 0,5 ponto percentual na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), marcada para 17 e 18 de março.

 

As perspectivas para os juros nos próximos três anos continuam inalteradas em 10,5% em 2027, 10% em 2028 e 9,5% em 2029.

Câmbio

A projeção para o dólar em 2026 caiu para R$ 5,42, registrando a segunda semana consecutiva de queda. Para 2027, a estimativa permaneceu estável em R$ 5,50 há quatro semanas. Em 2028, a projeção também segue em R$ 5,50 há três semanas, enquanto para 2029 houve recuo para R$ 5,50.

 

Crescimento da economia

Os analistas também deixaram a perspectiva para o PIB (Produto Interno Bruto) estagnada em 1,82%.

 

O boletim Focus ouve vários economistas pelo país e o levantamento foi encerrado na sexta-feira (27). Portanto ele não incluiu os eventuais impactos do conflito que ocorre no Oriente Médio entre EUA, Israel e Irã, iniciado na madrugada de sábado (28).