O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) desistiu de concorrer ao Senado nas eleições deste ano. O plano era ele sair como como suplente de André do Prado (PL) por São Paulo e depois Prado renunciar para abrir caminho ao filho 03 do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A ideia era contar com a vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial deste ano. Nesse caso, Prado abriria mão do cargo de senador — caso também fosse eleito — para assumir algum cargo no governo, como um ministério. Com isso, Eduardo retornaria ao Brasil e ocupar um assento no Senado.
Prado disse à Folha que a decisão foi tomada no fim de semana, após avaliação de Eduardo Bolsonaro de que sua candidatura seria impugnada pela Justiça Eleitoral. A informação também foi confirmada por Eduardo ao UOL.
Atual presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), Prado foi indicado para a disputa ao Senado na chapa de Tarcísio de Freitas (Republicanos) para ocupar um lugar que estava destinado a Eduardo.
A mudança do filho de Jair Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos, em fevereiro de 2025, e a posterior condenação do ex-deputado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por coação no curso do processo (em decorrência de sua articulação no exterior contra o julgamento do pai por tentativa de golpe de Estado) inviabilizaram esse arranjo.
O segundo suplente da chapa, o ex-prefeito de Holambra (a 129 km de São Paulo) Fernando Fiori de Godoy (PL), passa agora à primeira suplência, segundo o deputado.
“Conversei com o Eduardo sobre quem ele queria indicar [para a segunda suplência], e ele indicou nossa vereadora [da capital] Rute Costa”, disse Prado.
A escolha decorreu, ainda segundo o deputado, do fato de Rute ser mulher e amiga da também vereadora paulistana Sonaira Fernandes (PL), ex-assessora de Eduardo e considerada “bolsonarista raiz”.
Bruno Ribeiro – Folhapress



