Em crise, Correios aprovam contratação de empréstimo de R$ 20 bi para reestruturar estatal

O Conselho de Administração dos Correios deu aval na sexta-feira (28) à contratação de um empréstimo de R$ 20 bilhões como parte do plano de reestruturação da estatal.

 

A operação deverá contar com garantia do Tesouro Nacional e, segundo a empresa, a formalização dependerá de aprovação pela Secretaria do Tesouro, vinculada ao Ministério da Fazenda.

 

A expectativa, de acordo com membros da administração da estatal, é de que uma parte do montante (R$ 10 bilhões) seja liberada ainda este ano. Em 2026, os Correios devem receber a outra metade do valor a ser contratado, dividido em duas parcelas de R$ 5 bilhões cada.

 

A intenção de contratar um empréstimo havia sido anunciada pelos Correios em outubro deste ano. Na ocasião, a cúpula da empresa informou que a medida seria adotada para recuperar caixa e recolocar as contas da companhia em uma trajetória positiva.

 

A operação integra o plano de reestruturação da estatal, aprovado na última semana, que prevê, entre outras medidas, um novo programa de demissão voluntária; fechamento de 1 mil agências; e venda de imóveis.

 

Os Correios enfrentam uma crise financeira e têm registrado sucessivos prejuízos. Até setembro deste ano, o rombo acumulado é de R$ 6 bilhões.

 

A companhia projeta que, ao final deste ano, deverá registrar um prejuízo recorde, superando o obtido no ano passado. Em um comunicado interno, a empresa estimou que o rombo poderá chegar a R$ 10 bilhões em 2025 — mais de R$ 7 bilhões acima do balanço de 2024.

 

No comunicado, a estatal também classificou o empréstimo como “indispensável para a transição estrutural” dos Correios.

 

Em outubro, ao anunciar o plano de reestruturação, o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, afirmou que os problemas financeiros estavam afetando a operação da empresa em diversas frentes, como o pagamento de fornecedores.