O IBGE divulgou na última sexta-feira o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de dezembro, que é considerado a inflação oficial do Brasil, e teve alta de 0,33%, 0,15 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de 0,18% registrada em novembro.
Apesar de um índice considerado relativamente baixo, o indicador de difusão do PCA, que mostra o porcentual de itens com aumentos de preços, passou de 56% em novembro para 60% em dezembro.
Assim, dos 377 itens de bens e serviços pesquisados pelo IBGE, 226 deles tiveram aumento em seus preços, enquanto os 151 restantes tiveram reduções ou não se alteraram.
A difusão de itens alimentícios saiu de 64% em novembro para 55% em dezembro. Já a difusão de itens não alimentícios sai de 49% em novembro para 65% em dezembro.
A composição do IPCA foi atualizada no início de 2020. Um total de 377 diferentes itens passaram a ter seus preços coletados todos os meses, divididos em nove grupos de gastos.
O alvo da metodologia do IPCA são as famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a sua fonte de renda. Para chegar ao índice de inflação, são coletados os preços entre os dias 1º e 30 de cada mês em lojas e estabelecimentos de prestação de serviços, concessionárias de serviços públicos (como água ou energia elétrica), além da internet.
A cesta de produtos e serviços pesquisados mensalmente envolve itens de naturezas variadas. Entram arroz e feijão, é claro, mas também consulta médica, mensalidade escolar, aparelhos eletrônicos e atividades de lazer. Cada um tem um peso maior ou menor conforme a presença deles na cesta de consumo média da população. Assim, os itens relacionados à alimentação costumam ter um peso maior do que, por exemplo, comunicação ou vestuário



