O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, mostra que os preços subiram 0,67% em abril, segundo dados divulgados nesta terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em março, a variação mensal foi de 0,88%.
No acumulado do ano, o IPCA registra alta de 2,60%. Em 12 meses, a inflação ficou em 4,39%, acelerando em relação aos 4,14% observados até março. Em abril do ano passado, o índice havia avançado 0,43%.
O grupo Alimentação e bebidas registrou a maior alta e também exerceu o maior impacto sobre a inflação de abril, com avanço de 1,34% e contribuição de 0,29 ponto percentual.
Em seguida, veio Saúde e cuidados pessoais, que subiu 1,16% e respondeu por 0,16 ponto percentual do índice. Juntos, os dois grupos foram responsáveis por cerca de 67% do resultado do mês.
| Período | Taxa |
| Abril de 2026 | 0,67% |
| Março de 2026 | 0,88% |
| Abril de 2025 | 0,43% |
| Acumulado no ano | 2,60% |
| Acumulado nos últimos 12 meses | 4,39% |
| Grupo | Variação (%) | Impacto (p.p.) | ||
| Março | Abril | Março | Abril | |
| Índice Geral | 0,88 | 0,67 | 0,88 | 0,67 |
| Alimentação e bebidas | 1,56 | 1,34 | 0,33 | 0,29 |
| Habitação | 0,22 | 0,63 | 0,03 | 0,10 |
| Artigos de residência | 0,51 | 0,65 | 0,02 | 0,02 |
| Vestuário | 0,46 | 0,52 | 0,02 | 0,02 |
| Transportes | 1,64 | 0,06 | 0,34 | 0,01 |
| Saúde e cuidados pessoais | 0,42 | 1,16 | 0,06 | 0,16 |
| Despesas pessoais | 0,65 | 0,35 | 0,07 | 0,04 |
| Educação | 0,02 | 0,06 | 0,00 | 0,00 |
| Comunicação | 0,19 | 0,57 | 0,01 | 0,03 |
| Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços | ||||
O grupo Alimentação e bebidas variou 1,34% em abril, acumulando alta de 3,44% no 1º quadrimestre de 2026. A alimentação no domicílio registrou variação de 1,64%, com influência das altas da cenoura (26,63%), do leite longa vida (13,66%), da cebola (11,76%), do tomate (6,13%) e das carnes (1,59%). No lado das quedas destacaram-se o café moído (-2,30%) e o frango em pedaços (-2,14%). A alimentação fora do domicílio registrou alta de 0,59%, com o lanche saindo de 0,89% em março para 0,71% em abril e a refeição, de 0,49% para 0,54%, no mesmo período.
Em Saúde e cuidados pessoais (1,16%) sobressaem os produtos farmacêuticos (1,77%), após a autorização do reajuste de até 3,81% nos preços dos medicamentos, a partir de 1° de abril, e os artigos de higiene pessoal (1,57%), com destaque para o perfume (1,94%).
No grupo Habitação, a variação de 0,63% em abril teve influência do gás de botijão, com alta de 3,74%, e da energia elétrica residencial (0,72%), que incorpora os seguintes reajustes: 6,92% e 14,66% nas concessionárias no Rio de Janeiro (4,83%), ambos com vigência a partir de 15 de março; 12,36%, em Campo Grande (2,27%), a partir de 24 de abril; 4,78%, em Salvador (2,23%), desde de 22 de abril; 3,86% em Recife (1,05%), vigente desde de 29 de abril; 5,91% em Aracaju (0,89%), e 5,59% em Fortaleza (0,44%), ambos a partir de 22 de abril. Ainda em Habitação, a taxa de água e esgoto (0,22%) reflete o reajuste de 4,80% nas tarifas em Goiânia (4,80%), a partir de 1º de abril.
O grupo Transportes desacelerou, na passagem de março (1,64%) para abril (0,06%), em razão, especialmente, da queda de 14,45% no subitem passagem aérea. Combinado a ele, o ônibus urbano variou -1,13% dada a apropriação de gratuidades ou reduções de tarifa aos domingos em São Paulo (1,10%) e Salvador (0,55%) e, também, nos feriados, em Fortaleza (-0,57%), Vitória(-0,60%), Curitiba (-3,05%), Brasília (-6,58%), Belém (-6,60%) e Belo Horizonte (-6,72%). A redução de 0,38% no metrô foi devido à incorporação das gratuidades nas tarifas aos domingos e feriados em Brasília (-6,58%).
No lado das altas no grupo Transportes, destacam-se os combustíveis com 1,80% de variação. A gasolina desacelerou de março (4,59%) para abril (1,86%), ainda se posicionando como o principal impacto individual no índice do mês (0,10 p.p.). Também se destacam as altas no óleo diesel, 4,46%, e no etanol (0,62%). O gás veicular recuou 1,24%. No ônibus intermunicipal (0,55%) está contemplado o reajuste de 8,18% nas tarifas em Porto Alegre (3,52%), desde 8 de abril, e o subitem táxi (0,26%) reflete o reajuste de 7,72% em Recife (5,81%), vigente desde 12 de fevereiro, não captado anteriormente.



