O poder de compra do brasileiro se estabilizou e ele reduziu dívidas. Ainda assim, a maioria diz que a economia piorou, embora esteja otimista quanto ao futuro dela. A conclusão é de uma pesquisa de opinião divulgada hoje pela Quaest, que entrevistou presencialmente 2.004 pessoas e tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou menos.
O que aconteceu
Para os entrevistados, a economia piorou nos últimos 12 meses. Essa foi a resposta de 43% deles, contra 38% em dezembro de 2025.
- 43% dizem que a economia piorou (eram 38% em dezembro)
- 29% dizem que ficou do mesmo jeito (eram 31% em dezembro)
- 24% dizem que melhorou (eram 28% em dezembro)
- 4% não souberam responder (eram 3% em dezembro)
Quase seis em cada dez entrevistados dizem que o preço dos alimentos aumentou. Essa é a opinião de 58% da população, contra 57% no mês passado.
- 58% dizem que o preço da comida subiu (eram 57% em dezembro de 2025)
- 24% dizem que ficou igual (eram 22% em dezembro)
- 16% dizem que caiu (eram 19% em dezembro)
- 2% não sabem (o mesmo em dezembro)
Quase metade da população diz que está mais difícil conseguir emprego hoje do que há um ano. A variação foi de apenas um ponto percentual: 48% disseram o mesmo em dezembro do ano passado.
- 49% acham mais difícil conseguir emprego (eram 48% em dezembro de 2025)
- 43% acham mais fácil (eram 44% em dezembro)
- 3% acham igual (eram 4% em dezembro)
- 5% não sabem (eram 4% em dezembro)
Apesar dessas impressões, a maioria acredita que a economia vai melhorar nos próximos 12 meses. Essa foi a resposta de 48% dos consultados, contra 44% em dezembro último.
- 48% dizem que a economia vai melhorar (eram 44% em dezembro de 2025)
- 28% dizem que vai piorar (eram 33% em dezembro)
- 21% dizem que vai ficar igual (eram 19% em dezembro)
- 3% não souberam responder (eram 4% em dezembro)
Dívida e poder de compra
O brasileiro diminuiu suas dívidas em janeiro na comparação com maio do ano passado, a última vez que o instituto fez essa pergunta. Se 33% dos brasileiros tinham muitas dívidas em maio do ano passado, esse percentual caiu quatro pontos percentuais em janeiro. Já aqueles com poucas dívidas saltou 11 pontos percentuais no mesmo período.
- 44% têm poucas dívidas (eram 33% em maio de 2025)
- 28% têm muitas dívidas (eram 32% em maio)
- 27% não têm dívidas (eram 34% em maio)
- 1% não soube responder (era 1% em maio)
Já o poder de compra se estabilizou em janeiro na comparação com dezembro de 2025. Embora a percepção de que o poder de compra melhorou tenha variado um ponto percentual negativamente, a impressão de que o poder de compra está menor caiu oito pontos percentuais: eram 69% em dezembro e agora são 61%. Os que dizem que o poder de compra está igual subiu de 11% para 19%.
- 61% dizem que seu poder de compra está menor (eram 69% em dezembro de 2025)
- 19% dizem que está igual (eram 11% em dezembro)
- 18% dizem que está maior (eram 19% em dezembro)
- 2% não souberam responder (era 1% em dezembro)



