Como o seu pai, Jair Messias Bolsonaro que não reconheceu a vitória do Lula em 2022, o senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste domingo (25) que não reconhece o resultado do segundo turno presidencial e que sua campanha pedirá a anulação da eleição. Derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o candidato questionou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que permitiu a extensão do horário de votação até as 19h e denunciou supostas irregularidades na fiscalização da apuração.
“É impossível reconhecer o resultado dessa eleição no contexto em que essas coisas aconteceram. Vamos pedir a anulação dessas eleições”, declarou Flávio em pronunciamento após a confirmação da vitória do petista.
O senador concentrou as críticas no ministro Cristiano Zanin, do STF, que determinou a prorrogação da votação após receber um pedido da campanha de Lula, motivado por dificuldades no transporte de eleitores.
Entenda os fatos
No início da tarde deste domingo, 25, a coligação do atual presidente Lula (PT) pediu ao STF a primeira extensão do horário eleitoral, válido, naquele momento, para Bahia, especificamente Salvador, Lauro de Freitas e Feira de Santana.
O pedido veio após denúncias de que, só em Salvador, cerca de 75 ônibus foram impedidos de sair da garagem neste segundo turno — o que levou o TRE-BA a emitir ordem de prisão para o secretário de mobilidade, Pablo Souza, que está em Paris, na França.
Pedido semelhante foi encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas de forma mais ampla, englobando municípios do Piauí, da Paraíba, do Paraná, do Pará e do Rio de Janeiro, bem como de São Paulo, Alagoas, Pernambuco e Roraima, totalizando 10 estados.
Ao mesmo tempo, o partido de Flávio Bolsonaro, o PL, que ficou em segundo lugar na eleição, também protocolou um pedido de extensão do horário de votação. Nesse caso, o pedido urgente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi direcionado para prorrogar até as 19h a votação do segundo turno em 17 municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. , ou seja, três estados.
O motivo dado pelo PL é de que fortes chuvas teriam afetado a região, dificultando a ida de eleitores para as Zonas Eleitorais
Ministros do TSE fazem reunião e descartam anular eleição
Magistrados falam em clima de constrangimento total no TSE com decisão de Zanin, mas dizem que anular eleições poderia levar a uma ‘guerra civil’
Ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) estão neste momento em uma espécie de reunião de emergência para organizar o posicionamento do tribunal, após terem sido surpreendidos pela decisão do ministro Cristiano Zanin, que estendeu a eleição.
Apesar do mal-estar, ministros ouvidos pela CNN, em caráter reservado, avaliam que não há motivos para um terceiro turno.
O próprio presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, confirmou na noite deste domingo (25) a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o mandato de 2027 a 2030.
Em entrevista na sede do TSE, ele registrou que ligou para os dois candidatos para informar o resultado do pleito. Nunes Marques relatou que parabenizou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pela campanha. Para Lula, destacou sua “expressiva vitória nas urnas”.
O ministro ainda afirmou na noite deste domingo (25) ter “toda segurança no processo eleitoral” e confirmou o resultado das eleições presidenciais, que teve Luiz Inácio Lula da Silva (PT) eleito.
Nunes Marques disse ainda que telefonou para os dois candidatos ao final da apuração.
TSE rebate Flávio e diz que é ‘falsa’ informação de que fiscais do PL foram expulsos de sala-cofre
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rebateu na madrugada desta segunda-feira o candidato derrotado Flávio Bolsonaro e afirmou que fiscais do PL não foram expulsos da sala-cofre da Corte. “Em Pronunciamento após a proclamação dos resultados, o candidato não eleito à Presidência da República Flávio Bolsonaro afirmou que fiscais do Partido Liberal (PL), legenda pela qual concorreu ao cargo, teriam sido retirados da sala-cofre do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A afirmação é falsa”, disse o TSE, em nota.
Ainda segundo o tribunal, a sala-cofre do TSE “não é um espaço aberto à visitação”.
“Todas as demais unidades e áreas do Tribunal, como a Sala de Totalização, podem ser visitadas por fiscais de partidos, observadores internacionais, advogados e membros do Ministério Público, entre outros, que acompanham, de lá, desde o início, a totalização e a divulgação dos resultados do pleito”.



