Do que você tem medo? Altura e aranha são bem comuns. Grandes empresas e bancos, porém, têm outro temor: o ano de 2027.
Levantamento feito pela Folha com 76 companhias listadas no Ibovespa mostra que parte delas acha que a economia não deve melhorar muito no ano que vem.
Por quê? Problemas que existem em 2026 não sumirão magicamente.
A Selic, por exemplo, está em dois dígitos desde 2022. Hoje em 14% ao ano, deve terminar 2027 em 12%, segundo projeções. Fatores como a guerra do Irã têm impactos nos preços do petróleo.
O aumento dos combustíveis influencia o valor de vários produtos. O diesel, por exemplo, é produzido a partir dele—e seu encarecimento eleva o custo de transporte. Analistas, então, não veem espaço para um ritmo acelerado na queda dos juros.
↳ Se a Selic está alta, consumidores evitam pegar empréstimos, e empresas sofrem mais para pagar os débitos.
Os brasileiros estão cheios de dívidas. Boa parte da renda é usada para honrar os pagamentos, e muitas vezes não sobra dinheiro nem para as contas básicas, como água e luz.
Além disso… O consumo hoje segue aquecido, em parte, graças a estímulos fiscais do governo. Em 2027, porém, esses programas deverão perder força, os juros estarão altos, e os gastos poderão cair drasticamente.
Por Beatriz Pecinato



