A ata do Copom confirma a decisão do Banco Central de não dar indicação sobre os próximos passos em relação aos juros e justifica pelo momento de incerteza com a guerra do Oriente Médio.
No texto, afirma que “o Comitê estabeleceu que a magnitude e a duração do ciclo de calibração serão determinadas ao longo do tempo, à medida que novas informações forem incorporadas às suas análises”, afirma no texto.
Em outro trecho, salienta que ” os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio”.
Ainda segundo o texto, o Copom manteve a ideia de que há riscos de alta quanto de baixa do preço de commodities. Mas há economista achando que o risco maior agora é de alta e não de baixa. Solange Srour, diretora de macroeconomia para o Brasil no UBS Global Wealth Management, considera este ponto controverso e não entende porque manteram o risco baixista para preço de commodities. “Me parece super defasado”.
Ela destaca ainda que o Copom sinaliza ter mais confiança nos efeitos do aperto da taxa de juros na atividade. Ainda que reconheça que os dados do primeiro trimestre apontam retomada, acredita que o cenário é de crescimento menor esse ano.
A próxima reunião do Copom (278ª) está agendada para os dias 28 e 29 de abril de 2026.



