O endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro ficou estável em 49,7% no mês de janeiro, repetindo dezembro de 2025, informou o Banco Central (BC) nesta segunda-feira, dia 30 .
Isso significa que, em janeiro de 2026, quase metade de toda a renda anual gerada pelos lares brasileiros estava comprometida com dívidas bancárias (como empréstimos, financiamentos e cartão de crédito), mantendo um alto nível de alavancagem sem crescimento ou queda expressiva em relação ao mês anterior
É o maior nível registrado durante este governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O recorde histórico foi atingido em julho de 2022, com 49,9%.
Na prática, isso significa que quase metade de tudo o que as famílias ganham ao longo de um ano já corresponde a dívidas, como financiamentos, empréstimos pessoais, crédito consignado e uso do cartão de crédito. O cálculo inclui todas as obrigações das famílias junto aos bancos e faz parte da pesquisa “Estatísticas Monetárias e de Crédito”, do BC.
O nível de endividamento das famílias chegou a cair no início do terceiro governo de Lula, até dezembro de 2023, primeiro ano do mandato, quando ficou em 47,7%. Naquele ano, o governo lançou em julho o Desenrola, programa para renegociação de dívidas, que vigorou até maio do ano seguinte.
Mas o endividamento voltou a subir em meio ao novo ciclo de aperto monetário. A alta da taxa básica de juros, a Selic – iniciada em setembro de 2024 – encareceu o crédito e pressiona o orçamento. A Selic está em 15% ao ano desde junho do ano passado.



