Os analistas de mercado, ouvidos pelo Banco Central, elevaram pela quinta semana consecutiva a estimativa para a inflação deste ano, o que levou a projeção de 4,36% para 4,71%, acima do teto da meta que é de 4,5%.
O aumento na expectativa para o IPCA está diretamente relacionada aos impactos da guerra no Irã, que fez o petróleo disparar e o diesel alcançar a maior alta em 23 anos.
Divulgado na última sexta-feira, o IPCA de março acelerou frente ao de fevereiro: 0,88% ante a 0,70%, puxado por combustíveis e alimentos. Após o fracasso das negociações entre Estados Unidos e Irã, o preço do barril de petróleo abriu em alta de cerca de 7%, negociado acima dos US$ 100, o que pressiona a inflação globalmente.
É importante lembrar que a meta perseguida pelo Banco Central é de 3% ao ano, com limite tolerável de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Portanto, o topo da meta seria de 4,5% e a previsão aponta para um IPCA acima desse limite.
Para 2027, a expectativa saiu de 3,85% para 3,91%, assim como na semana passada.
Já a previsão para 2028 ficou em 3,60% após subir na semana anterior.
Selic
A estimativa para a Selic no fim de 2026 ficou em 12,50% em movimento igual ao da semana passada.
Para 2027, a projeção continuou em 10,50%, como nas semanas anteriores.
A previsão para 2028 também foi mantida em 10%, também em linha com as últimas leituras.
PIB
A expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 ficou em 1,85% assim como na última semana.
Para 2027, a previsão permaneceu em 1,80% e, para 2028, continuou em 2%, ambos como nas últimas semanas.
Dólar
A mediana para o dólar em 2026 caiu de R$ 5,40 para R$ 5,37 após ficar igual nas semanas anteriores.
Para 2027, a estimativa caiu de R$ 5,45 para R$ 5,40 depois de se manter a mesma na última semana.
Já para 2028, a projeção caiu de R$ 5,50 para R$ 5,46 também após se manter igual nas leituras anteriores.



