O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta quarta-feira (29) e deve efetuar nova redução na taxa básica de juros da economia, atualmente em 14,75% ao ano.
No mercado, o consenso de analistas de instituições financeiras é de que a taxa vai cair, seguindo o ciclo de corte dos juros iniciado pela autoridade monetária, apesar das incertezas do cenário econômico atual. Essa é a expectativa da maior parte do dos analistas, que projeta um corte de 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano. Se confirmada, será a segunda diminuição seguida no juro.
Na última reunião do Copom, no meio do mês de março, o BC optou por não dar sinalização sobre os passos seguintes (forward guidance), justamente para incorporar os impactos do conflito que, naquele momento, entrava em sua terceira semana de duração. Agora, a leitura é outra: a autoridade monetária deve reforçar que está atenta ao prolongamento do conflito.
Ontem, o IPCA-15, prévia da inflação de abril, mostrou forte pressão do aumento do preço dos combustíveis, que acompanhou em parte a alta no petróleo desde o início do conflito no Irã. No acumulado dos últimos 12 meses, o indicador alcançou 4,37%, próximo do teto do intervalo de tolerância da meta do BC, que vai até 4,5%.
Se levado adiante, o novo corte da Selic acontecerá em meio à guerra no Oriente Médio, que está gerando pressão inflacionária ao redor do mundo.
Mercado eleva projeção de inflação com guerra no Oriente Médio
- A disparada do petróleo já está impulsionando os preços dos combustíveis no Brasil.
- Por conta disso, há analistas que defendem uma parada no ciclo de corte dos juros.
- A decisão do Copom será anunciada após as 18h desta quarta-feira.



