O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) acelerou para 2,73% em abril, após ter registrado alta de 0,52% em março, divulgou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira, 29.
Trata-se da maior alta mensal desde maio de 2021, quando subiu 4,10%.
O dado veio acima do esperado. A expectativa em pesquisa da Reuters com analistas era de alta de 2,53%.
Apesar da disparada em abril, o índice acumula aumento de apenas 0,61% em 12 meses, bem abaixo da inflação oficial do país medida pelo IPCA.
O IGP-M, também conhecido como “inflação do aluguel” por servir de referência para reajustes para contratos, calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) do IGP-M, que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, disparou 3,49% em abril, depois de ter subido 0,61% no mês anterior.
“Nos preços ao produtor, o grupo de matérias-primas brutas avançou quase 6%, em decorrência do choque provocado pela guerra. Além disso, observam-se repasses mais relevantes em produtos da cadeia petroquímica, como sacos ou sacolas plásticas para embalagem, itens de grande importância no varejo”, explicou Dias.
Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, avançou 0,94% em abril, de uma alta de 0,30% em março.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) passou a subir no período 1,04%, de uma alta de 0,36% em março, pressionados segundo a FGV pelo aumento dos materiais, como massa de concreto, tubos e conexões de PVC e blocos de concreto, que vêm sendo reajustados como consequência do repasse dos custos maiores dos insumos.



