O Paraná possui uma das maiores populações carcerárias do Brasil. É o que revelam dados divulgados ontem pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, os quais apontam que quase 110 mil pessoas estão privadas de liberdade no sistema carcerário e sob custódia das polícias no estado.
Em todo o país, apenas São Paulo possui um contingente de presos maior, só que a população paulista é bem maior do que a paranaense. Inclusive, a taxa de aprisionamento no Paraná por 100 mil habitantes é duas vezes maior que a média nacional.
Os dados, disponíveis no Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, indicam que 109.198 pessoas estavam privadas de liberdade no Paraná no ano passado. A maioria desses indivíduos estava no sistema penitenciário, em regime fechado, semiaberto e aberto, em medida de segurança, de internação e tratamento ambulatorial ou mesmo em prisão domiciliar. Além disso, 16 pessoas permaneciam sob custódia das polícias.
Um ano antes, o número de presos no estado era de 105.915. Ou seja, entre 2024 e 2025 houve um aumento de 2,5% na população carcerária paranaense, com o acréscimo de 3.267 indivíduos.
Em todo o Brasil, apenas São Paulo possui mais gente presa que o Paraná, em número absoluto: 222.037. A população paulista, no entanto, é bem maior que a paranaense. Não à toa, a taxa de encarceramento por 100 mil habitantes por lá é de 484,2 e por aqui, de 918,4.
A taxa paranaense fica bem acima da média nacional. Na verdade, é mais que o dobro: no Brasil, há 452 presos para cada 100 mil habitantes. Entre todas as unidades da federação, apenas Rondônia (924,7), Distrito Federal (969,5) e Acre (976,9) possuem taxas maiores que o Paraná.



