Os Estados Unidos decidiram nesta quinta-feira taxar em 12,5% os produtos brasileiros. O argumento é que o Brasil falha ao importar itens de países vinculados a trabalho forçado. O Brasil não é o único a sofrer com essa taxa, embora passe a ser o país com o maior aumento percentual de tarifas durante segundo mandato de Trump. No total, 60 países foram alvos desta investigação. A medida passa a valer a partir desta sexta-feira.
No caso brasileiro, a tarifa de 12,5% agora se soma aos 25% que entraram em vigor no último dia 22, após as primeiras conclusões da investigação aberta especificamente sobre o Brasil em julho do ano passado pelo Escritório do Representante Especial de Comércio (USTR) com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
A aplicação dos 12,5% se baseia no argumento de que o Brasil compra produtos de nações que não adotam boas práticas trabalhistas. Dessa forma, os produtos chegariam ao Brasil barateados, causando uma competição desleal com o mercado americano.
No documento divulgado nesta quinta-feira, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) afirmou que o Brasil está entre os países que “falharam em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado”.
O órgão acrescentou que a decisão levou em conta as conclusões da investigação, as contribuições recebidas durante a consulta pública e as orientações do presidente Donald Trump.
Conforme o documento, tanto a cobrança quanto as exceções previstas são “apropriadas para obter a eliminação dos atos, políticas e práticas” identificados ao longo da apuração.
Tarifa de 12,5% (54 economias)
- Argélia — 12,5%
- Angola — 12,5%
- Argentina — 12,5%
- Austrália — 12,5%
- Bahamas — 12,5%
- Bahrein — 12,5%
- Bangladesh — 12,5%
- Brasil — 12,5%
- Camboja — 12,5%
- Chile — 12,5%
- China — 12,5%
- Colômbia — 12,5%
- Costa Rica — 12,5%
- República Dominicana — 12,5%
- Egito — 12,5%
- El Salvador — 12,5%
- Guatemala — 12,5%
- Guiana — 12,5%
- Honduras — 12,5%
- Hong Kong — 12,5%
- Índia — 12,5%
- Iraque — 12,5%
- Israel — 12,5%
- Japão — 12,5%
- Jordânia — 12,5%
- Cazaquistão — 12,5%
- Kuwait — 12,5%
- Líbia — 12,5%
- Malásia — 12,5%
- Marrocos — 12,5%
- Nova Zelândia — 12,5%
- Nicarágua — 12,5%
- Nigéria — 12,5%
- Noruega — 12,5%
- Omã — 12,5%
- Peru — 12,5%
- Filipinas — 12,5%
- Catar — 12,5%
- Rússia — 12,5%
- Arábia Saudita — 12,5%
- Singapura — 12,5%
- África do Sul — 12,5%
- Coreia do Sul — 12,5%
- Sri Lanka — 12,5%
- Suíça — 12,5%
- Taiwan — 12,5%
- Tailândia — 12,5%
- Trinidad e Tobago — 12,5%
- Turquia — 12,5%
- Emirados Árabes Unidos — 12,5%
- Reino Unido — 12,5%
- Uruguai — 12,5%
- Venezuela — 12,5%
- Vietnã — 12,5%
Tarifa de 10% (6 economias)
- Canadá — 10%
- Equador — 10%
- União Europeia — 10%
- Indonésia — 10%
- México — 10%
- Paquistão — 10%



