O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), utilizado no reajuste da maior parte dos aluguéis no Brasil, caiu 1,16% em julho, mostram dados divulgados pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). Mesmo com a segunda deflação mensal consecutiva, o indicador acumula alta de 2,76% nos últimos 12 meses, percentual que será repassado para os contratos que vencem em agosto.
Como foi o IGP-M
Inflação do aluguel apresentou nova deflação em julho. A queda de 1,16% do IGP-M mantém a tendência observada no mês passado, quando o índice caiu 0,5% e reverteu as altas registradas pelo indicador nos últimos três meses. Em julho de 2025, o indicador ficou em 0,77%.
IGP-M acumulado em 12 meses permanece em alta. Apesar das duas variações negativas, o resultado deste mês faz com que o índice acumulado desde agosto do ano passado alcance 2,76%, percentual inferior ao dos 12 meses finalizados em junho (3,16%) e em julho de 2025 (2,96%).
Variação será repassada aos contratos com vencimento em agosto. A variação positiva do IGP-M será aplicada aos contratos de aluguel atrelados ao indicador com vencimento no próximo mês. O inquilino que paga mensalmente R$ 2.000 de aluguel, por exemplo, terá o valor dos boletos aumentado em R$ 55,20 e passará a pagar R$ 2.053,20.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, caiu 1,74% em julho, depois de ter recuado 0,97% no mês anterior, influenciado por combustíveis e derivados de petróleo.
Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, registrou variação negativa de 0,01% em julho, de uma alta de 0,47% em junho.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) passou a subir no período 0,62%, de uma alta de 0,85% em junho.
O IGP-M calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.
O que é o IGP-M
Índice surgiu no final da década de 1940 para oferecer uma visão ampla sobre o comportamento dos preços no Brasil. Para isso, o IGP-M acompanha etapas do processo produtivo e atividades econômicas e funciona como um termômetro para empresas, governos e consumidores que precisam acompanhar a inflação.
Aplicação prática do índice ganha destaque como referência para reajustes contratuais no país. O mercado usa o indicador para corrigir tarifas de energia elétrica e telefonia, além de ser a base para a atualização anual de valores no setor imobiliário, como em contratos de aluguel.
Setor de serviços também adota o índice para corrigir prestações essenciais. Contratos de educação, planos de saúde e parcerias público-privadas usam o indicador por causa de sua regularidade histórica, que serve para nortear negociações e ajustes de longo prazo.
Cálculo do IGP-M combina três indicadores diferentes para formar a média ponderada final. O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) representa 60% da conta, enquanto o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) equivale a 30% e mede os impactos no consumidor final. Os demais 10% correspondem ao INCC (Índice Nacional de Custo da Construção).



