O Governador do Paraná Ratinho Junior deu demonstrações de não estar confiante em fazer seu sucessor e, em razão disso, para não perder as eleições estaduais resolveu desistir da candidatura presidencial, ficando no cargo de Governador até o final de seu mandato.
A desistência de Ratinho Jr. é atribuída internamente à piora do cenário para sua sucessão no Paraná. Na semana passada, o PL anunciou apoio à pré-candidatura de Sérgio Moro (União Brasil-PR) ao governo do Estado, e o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca deixou o PSD para disputar o cargo pelo MDB.
A desistência de Ratinho Junior (PSD), foi um movimento estratégico para evitar que o controle político do Paraná caísse nas mãos de adversários. O governador, que liderava as intenções de voto dentro do seu partido, recuou após o grupo de Flávio Bolsonaro (PL) subir o tom e ameaçar seu reduto eleitoral.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Planalto, anunciou o senador Sergio Moro (União-PR) como o nome do PL para disputar o governo do Paraná. Para Ratinho, que não pode concorrer à reeleição no estado, o cenário tornou-se de alto risco. Se insistisse na candidatura à Presidência, deixaria a sucessão estadual vulnerável a nomes fortes fora de seu grupo, como o próprio Moro e Rafael Greca (que migrou para o MDB).
Ratinho entendeu o recado. Arriscar uma candidatura ao Planalto significava deixar a sucessão estadual e, pior, ver o controle da máquina paranaense cair no colo de um adversário direto. Entre o voo nacional incerto e a manutenção do feudo estadual, o governador preferiu garantir o quintal.
A saída de Ratinho Junior é uma má notícia para quem buscava uma alternativa à polarização. De todos os nomes da centro-direita que não pertencem à franquia Bolsonaro, Ratinho era o único com um trunfo raro: ele furava a bolha de Lula.



