O governo brasileiro divulgou hoje a assinatura de um memorando de entendimento com o governo da Índia para a cooperação entre os dois países no campo das terras raras e dos minerais críticos — elementos essenciais na fabricação de diversos produtos.
O que são as terras raras?
O Brasil possui uma das maiores reservas globais desses recursos. Já a Índia busca reduzir sua dependência da China no tema. Elementos são fundamentais para a fabricação de diversos produtos, de smartphones a componentes de energias renováveis.
As terras raras são um conjunto de 17 elementos químicos. São eles: lantânio, cério, praseodímio, neodímio, promécio, samário, európio, gadolínio, térbio, disprósio, hólmio, érbio, túlio, itérbio, lutécio, ítrio e escândio.
Embora suas propriedades sejam diferentes, esses elementos foram agrupados sob um mesmo nome porque, geralmente, estão presentes no mesmo solo. Uma vez retirado da terra, o material passa por um tratamento de “separação” dos diferentes minerais em operações químicas, em um processo específico e com alto custo.
As terras raras são usadas na fabricação de ímãs utilizados em diferentes segmentos da indústria. Estes ímãs são considerados permanentes e de alta potência por manterem suas propriedades magnéticas por décadas. Eles permitem a produção de peças menores e mais leves do que as alternativas não baseadas em terras raras, sendo, portanto, essenciais na construção de veículos elétricos (ímã feito a partir de neodímio) e turbinas eólicas, por exemplo.
Os ímãs são indispensáveis também no campo militar. Os elementos de terras raras são usados na fabricação de drones, submarinos e jatos de combate. No âmbito civil, os elementos estão presentes na produção de smartphones, telas de plasma, dispositivos robóticos, discos rígidos, lentes de telescópios, entre outros.
A China é a maior produtora mundial de terras raras. O país concentra a maior porção dos elementos no mundo. Em 2024, o Centro Geológico dos EUA estimou que há mais de 110 milhões de toneladas dos elementos de terras raras espalhados pelo mundo. Líder, a China é dona de aproximadamente 44 milhões de toneladas; seguida pelo Vietnã, com 22 milhões de toneladas; Brasil, com 21; Rússia, com 10; e Índia, com 7. Assim como diversos outros países, o governo norte-americano tem grande dependência da exportação chinesa de terras raras.



