Canetas emagrecedoras reduzem gastos com comida e começam a preocupar supermercados

Para 61% dos domicílios em que residem pacientes que usam canetas emagrecedoras, o medicamento injetável também mudou hábitos de consumo. Segundo pesquisa do Instituto Locomotiva, 24% desses usuários reduziram gastos em mercados e atacados, 55% frearam a compra em aplicativos e delivery e 47% relataram menor frequência em restaurantes.

 

O que ajuda a explicar essas mudanças é a diminuição do apetite associada ao uso do medicamento. Em 8 de cada 10 domicílios com moradores que utilizam as canetas, os usuários relatam ter percebido redução do apetite.

 

Também há mudanças de hábitos: cerca de 4 em cada 10 domicílios registraram aumento no consumo de proteínas magras (30%), frutas e vegetais (26%), alimentos integrais (25%) e água ou chás sem açúcar (22%).

 

Essa mudança nos hábitos começam a preocupar as redes supermercadistas e fast-food, que observam uma redução nas compras e pode afetar suas receitas em um futuro próximo.

 

Um estudo com famílias americanas mostrou que, após seis meses de tratamento, os gastos com supermercado caíram 5,3%, em média, enquanto as despesas em fast-foods, cafeterias e restaurantes de serviço rápido recuaram cerca de 8%.

 

Na Dinamarca, o setor farmacêutico, impulsionado pelas vendas das canetas, respondeu por cerca de metade do crescimento real do PIB em 2023. Segundo o Banco Central dinamarquês, sem esse avanço, a economia teria ficado praticamente estagnada.

 

Há ainda possíveis impactos em estudo: uma projeção estima que passageiros 10% mais leves poderiam reduzir em até 1,5% o consumo de combustível dos aviões. O fenômeno que começou mudando o apetite já afeta os hábitos de consumo e diferentes setores da economia