Endividamento das famílias cresce em janeiro e retoma o maior patamar da série histórica

O endividamento das famílias cresceu 0,6 ponto percentual em janeiro na comparação com dezembro, após dois meses de queda, e voltou ao maior patamar da série histórica: 79,5%, registrado em outubro de 2025.

 

O resultado é 3,4 pontos percentuais superior ao observado em janeiro do ano passado. O percentual médio da inadimplência aumentou para 29,7%, o maior nível desde maio (29,8%), mas ainda abaixo dos 30% registrados em janeiro do ano.

 

Já aqueles que disseram não ter condições de pagar suas dívidas  se manteve estável em 12,7%, com uma ligeira alta de 0,1. Os dados são da pesquisa da Confederação Nacional do Comércio (CNC).

 

Também com alta de 0,6 ponto percentual, chegou a 19,5% o número de brasileiros que relatam ter mais da metade dos rendimentos comprometidos com dívidas. Já o percentual dos que se consideram “muito endividados” foi  de 16,1%, é o mais alto desde outubro de 2025.

 

O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, afirma que o crescimento do endividamento está estreitamente relacionado à taxa de juros brasileiras. A expectativa é de uma melhora no indicador no segundo trimestre, com o início do ciclo de corte de juros em março, diz o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes.