Inflação desacelera e sobe 0,07% em julho, diz IBGE

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, subiu 0,07% em julho, segundo dados divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

O resultado representa uma desaceleração em relação a junho, quando havia sido de 0,16%. No acumulado de 2026, a inflação está em 3,44%. Já nos últimos 12 meses, a alta é de 4,44%, abaixo dos 4,64% registrados até junho.

 

O grupo Habitação foi o que mais pesou no resultado de julho, com alta de 0,99%. Já Alimentação e bebidas ajudou a segurar a inflação, com queda de 0,67%.

 

Entre os demais grupos, os preços variaram de uma queda de 0,66% em Vestuário a uma alta de 0,40% em Saúde e cuidados pessoais.

 

Variação do IPCA por grupo de produtos e serviços

Grupo Variação (%) Impacto (p.p.)
Junho Julho Junho Julho
Índice Geral 0,16 0,07 0,16 0,07
Alimentação e bebidas -0,24 -0,67 -0,05 -0,14
Habitação 0,63 0,99 0,10 0,15
Artigos de residência 0,23 0,07 0,01 0,00
Vestuário 0,17 -0,66 0,01 -0,03
Transportes 0,17 0,05 0,03 0,01
Saúde e cuidados pessoais 0,23 0,40 0,03 0,06
Despesas pessoais 0,25 0,22 0,02 0,02
Educação -0,02 -0,03 0,00 0,00
Comunicação 0,19 0,04 0,01 0,00
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços

 

Alimentação e bebidas recuou 0,67% por influência da alimentação no domicílio (-1,14%). As principais quedas foram no tomate (-29,09%),  batata-inglesa (-19,59%), cenoura (-14,41%) e café moído (-2,45%). No lado das altas, destaque para leite longa vida (2,47%) e frutas (1,20%). A alimentação fora do domicílio acelerou de 0,15% em junho para 0,55% em julho, com o lanche saindo de 0,13% para 0,76%, e a refeição de 0,15% para 0,42%, no mesmo período.

 

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 e se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte. A pesquisa abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília. Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 01 de julho de 2026 a 30 de julho de 2026 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de maio de 2026 a 30 de junho de 2026 (base).

 

INPC fica em -0,01% em julho

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) , que serve de base para reajuste da maioria dos salários, inclusive o mínimo, variou -0,01% em julho, 0,15 p.p. abaixo de junho (0,14%). O INPC acumula alta de 3,50% no ano e de 4,10% nos últimos 12 meses, abaixo dos 4,33% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2025, a taxa foi de 0,21%.

 

O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979 e se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários mínimos, sendo o chefe assalariado. A pesquisa abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília. Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 01 de julho de 2026 a 30 de julho de 2026 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de maio de 2026 a 30 de junho de 2026 (base).