Paranaense está endividado, mas segue bom pagador

Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), elaborada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e pela Fecomércio PR, mostra que em julho, 87,2% das famílias paranaenses possuíam algum compromisso financeiro, índice alto, em comparação à média nacional de 82%.

 

Contudo, após crescer nos primeiros meses do ano, o endividamento paranaense vem apresentando estabilidade e permaneceu praticamente no mesmo patamar nos últimos três meses.

 

Mas o Paraná convive com duas realidades quando o assunto é o orçamento familiar. Se 87,2% das famílias possuíam algum compromisso financeiro em julho, no mesmo mês apenas 17,9% estavam inadimplentes. Com isso, o estado ocupa a 9ª posição no ranking nacional de endividamento e, ao mesmo tempo, apresenta a segunda menor taxa de inadimplência do país.

 

Apesar disso, o indicador é superior ao mesmo período do ano passado. Na comparação com o mesmo mês de 2025, quando 12,0% estavam inadimplentes, a diferença é de 5,9 pontos percentuais.

 

Também aumentou a proporção de famílias que afirmam não ter condições de quitar os débitos em atraso, passando de 4,3% para 4,9%.

 

No país, o endividamento avançou de 81,6% em junho para 82,0% em julho, permanecendo abaixo do índice registrado no Paraná. A inadimplência nacional, porém, ficou estável em 29,8%, percentual bastante superior ao observado entre as famílias paranaenses.

 

Cartão
O cartão de crédito aparece com ampla vantagem como o principal tipo de dívida dos paranaenses, presente em 90,1% das famílias endividadas. A predominância da modalidade reforça a presença das compras de consumo no orçamento familiar e ajuda a explicar por que um elevado nível de endividamento pode coexistir com uma inadimplência relativamente baixa.

 

Na sequência aparecem compromissos de prazo mais longo, como o financiamento de veículos, presente em 9,2% dos casos, e o financiamento da casa, com 6,8%. Os carnês correspondem a 7,7%, enquanto o crédito consignado e o crédito pessoal aparecem com 3,3% cada.