Pix por aproximação deixa de ter teto de R$ 500 a partir desta quinta-feira

O Pix por aproximação deixa de ter, a partir desta quinta-feira, o teto de R$ 500 por transação que valia desde o lançamento da modalidade, em fevereiro de 2025.

 

Com a mudança, determinada pelo Banco Central (BC), os pagamentos feitos ao aproximar o celular da maquininha passam a seguir os mesmos limites do Pix por chave ou QR Code. Esses limites são definidos por cada instituição financeira e podem ser alterados pelo cliente no aplicativo ou no internet banking.

 

A regra foi aprovado pelo BC em 17 de junho. A norma revogou os dispositivos que davam tratamento próprio ao Pix por aproximação e às transações iniciadas sem redirecionamento no Open Finance, como os pagamentos feitos por carteiras digitais. Bancos e instituições de pagamento tiveram até esta quarta-feira para adaptar seus sistemas.

 

Na prática, o fim do teto fixo não elimina os limites. Os bancos continuam aplicando seus próprios parâmetros, com base no perfil de risco e no histórico de cada cliente.

 

O cliente pode pedir aumento ou redução desses valores pelos canais da instituição. Pedidos de aumento podem ser aceitos ou recusados a critério do banco, como já ocorre no Pix tradicional.

 

A mesma instrução normativa também passou a permitir que o cliente peça aumento ou redução do limite diário do Pix Automático, a modalidade usada para cobranças recorrentes, como contas de consumo e assinaturas.

 

O que muda

Até agora, o Pix por aproximação tinha uma restrição específica: cada transação realizada pela modalidade não poderia ultrapassar R$ 500.

 

A partir de 1º de outubro:

  • o teto fixo de R$ 500 deixa de existir;
  • o cliente poderá pedir aumento ou redução dos limites;
  • os pagamentos poderão superar R$ 500, desde que estejam dentro dos limites da conta;
  • o banco deverá disponibilizar uma ferramenta de gerenciamento no aplicativo;
  • as regras gerais de segurança do Pix continuam valendo.

 

Como funciona

O Pix por aproximação utiliza a tecnologia NFC, que permite a comunicação entre o celular e a máquina de pagamento sem a necessidade de digitar dados.

 

Disponível desde fevereiro de 2025, a modalidade pode ser usada diretamente pelo aplicativo do banco ou por carteiras digitais compatíveis.

 

Para usar o recurso por meio de uma carteira digital, é necessário primeiro vincular a conta bancária ao serviço.

 

Para ativar

  1. abra a carteira digital do celular;
  2. escolha a opção de vincular uma conta;
  3. aplicativo do banco será acionado;
  4. autorize a vinculação do Pix por aproximação.

 

Depois de configurado, o pagamento segue uma dinâmica semelhante à de um cartão cadastrado no celular.

 

Para pagar

  1. informe ao estabelecimento que fará o pagamento via Pix;
  2. confira os dados e o valor da cobrança;
  3. aproxime o celular da máquina;
  4. faça a autenticação exigida;
  5. confirme o pagamento.

 

Dependendo da configuração do banco e da carteira digital, pode ser necessário autenticar a operação antes da conclusão.