Segundo o IBGE, inflação de agosto ficou negativa em 0,32%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, registrou uma deflação de 0,32% em agosto. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

O resultado representa uma nova desaceleração de preços. Em julho, o índice havia subido 0,07%. No ano, o IPCA acumula alta de 3,11% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,22%, abaixo dos 4,44% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2025, a variação havia sido de -0,11%.

 

Período  Taxa (%)
Agosto de 2026 -0,32
Julho de 2026 0,07
Agosto de 2025 -0,11
Acumulado no ano 3,11
Acumulado em 12 meses 4,22

 

Habitação (-1,87%), Transportes (-0,86%), Alimentação e bebidas (-0,34%) e Comunicação (-0,09%) tiveram deflação. As altas oscilaram entre 0,12% de Vestuário e 1,30% de Despesas pessoais.

 

Variação do IPCA por grupo de produtos e serviços

Grupo Variação (%) Impacto (p.p.)
Julho Agosto Julho Agosto
Índice Geral 0,07 -0,32 0,07 -0,32
Alimentação e bebidas -0,67 -0,34 -0,14 -0,07
Habitação 0,99 -1,87 0,15 -0,29
Artigos de residência 0,07 0,64 0,00 0,02
Vestuário -0,66 0,12 -0,03 0,00
Transportes 0,05 -0,86 0,01 -0,17
Saúde e cuidados pessoais 0,40 0,23 0,06 0,03
Despesas pessoais 0,22 1,30 0,02 0,13
Educação -0,03 0,47 0,00 0,03
Comunicação 0,04 -0,09 0,00 0,00
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços

 

Alimentação e bebidas variou -0,34%, após o recuo de 0,67% em julho, por influência da alimentação no domicílio (-0,61%). As principais quedas foram na batata-inglesa (-19,89%), cenoura (-11,22%), cebola (-11,07%), tomate (-10,94%), ovo de galinha (-4,15%) e café moído (-1,86%). No lado das altas, destacam-se o leite longa vida (1,78%), frutas (0,84%) e carnes (0,61%). A alimentação fora do domicílio desacelerou de 0,55% em julho para 0,36% em agosto, com o lanche saindo de 0,76% para 0,62%, e a refeição de 0,42% para 0,18%, no mesmo período.

 

Despesas pessoais foi o grupo de maior variação (1,30%) e impacto (0,13 p.p.), impulsionado pela alta no preço do cigarro (19,59%), que apresentou o maior impacto positivo no resultado do mês (0,11 p.p.).

 

A queda em Habitação (-1,87%), o menor resultado para um mês de agosto desde o Plano Real, veio da contribuição de -0,33 p.p. da energia elétrica residencial que recuou 7,63% no mês, em decorrência da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês de agosto. Em agosto, permanecia em vigor a bandeira tarifária amarela, que adiciona R$ 1,885 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos.