Trump lança Conselho da Paz em Davos que o oficializa como “imperador do mundo”

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou formalmente nesta quinta-feira a criação do “Conselho da Paz”, iniciativa americana para a resolução de conflitos internacionais, em um evento à margem do Fórum Econômico de Davos, na Suíça.

 

O Conselho da Paz de Donald Trump, o reconheceria como o “imperador do mundo”, que será o presidente com mandato vitalício e único com poder de veto.

 

A organização, criada no contexto das negociações entre Israel e Hamas sobre a Faixa de Gaza, motivou preocupações entre autoridades e analistas pela abrangência que pode tomar, uma vez que não deve ficar restrita ao Oriente Médio, apontando a medida como uma forma de concorrência ao sistema da ONU.

 

— Estamos aqui diante de uma grande oportunidade. Vai acontecer. Terminar décadas de sofrimentos, de guerra, e uma paz gloriosa para a região. Para o mundo. Eu chamo o mundo de região. E teremos paz no mundo, e será um grande legado para todos nós — afirmou o presidente americano.

 

O conselho recém-criado terá uma composição permanente que custará US$ 1 bilhão. Trump será o presidente da organização — encargo que disse ter recebido com “grande honra” —, que contará com a participação de outros líderes mundiais. Em Davos, subiram ao palco líderes e representantes de 19 países: Argentina, Arábia Saudita, Armênia, Azerbaijão, Bahrein, Bulgária, Catar, Cazaquistão, Emirados Árabes Unidos, Hungria, Indonésia, Jordânia, Kosovo, Marrocos, Mongólia, Paquistão, Paraguai, Turquia e Uzbequistão. O presidente disse que outros iriam aderir à iniciativa.

 

O número de países signatários presentes no evento ficou aquém da expectativa anunciada por autoridades do governo americano, ouvidas em anonimato para comentar sobre o tema nos últimos dias. Uma fonte ouvida pela rede americana CNN havia estimado que 35 países deveriam aderir à iniciativa.

 

A principal ausência ficou por parte dos aliados europeus da Otan — envolvidos em uma disputa com Trump por causa dos avanços sobre a Groenlândia. A ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, afirmou que o país não estará entre os signatários do conselho neste momento, citando uma série de preocupações, incluindo uma entrada da Rússia.

 

— Este é um tratado jurídico que levanta questões muito mais amplas, e também nos preocupa que o presidente [da Rússia, Vladimir] Putin faça parte de um órgão que fala sobre paz quando ainda não vimos nenhum indício de que se comprometerá com a paz na Ucrânia — disse a chanceler.

Confira a lista com os países que farão parte do Conselho da Paz:

  1. Armênia
  2. Arábia Saudita
  3. Argentina
  4. Azerbaijão
  5. Bahrein
  6. Belarus
  7. Bulgária
  8. Catar
  9. Cazaquistão
  10. Egito
  11. Emirados Árabes Unidos
  12. Hungria
  13. Indonésia
  14. Israel
  15. Jordânia
  16. Kosovo
  17. Marrocos
  18. Mongólia
  19. Paquistão
  20. Paraguai
  21. Turquia
  22. Uzbequistão
  23. Vietnã

Países que ainda não responderam se vão aceitar:

  1. Brasil
  2. Reino Unido
  3. China
  4. Croácia
  5. Alemanha
  6. Itália
  7. Rússia
  8. Singapura
  9. Ucrânia

 

Até o momento, o Conselho da Paz não teve a adesão de nenhuma das grandes potências mundiais. França, Noruega, Eslovênia e Suécia já declararam que não vão aderir