O mercado reduziu pela sétima semana seguida a projeção para a inflação deste ano e pela sexta consecutiva para o ano que vem. No último Boletim Focus do ano, a estimativa para o IPCA foi ajustada para baixo de 4,33% para 4,32% para 2025, e de 4,06% para 4,05% para 2026.
Na última pesquisa publicada pelo Banco Central, em 27 de dezembro de 2024, a estimativa era que o IPCA fechasse em 4,96% este ano e em 4,01% no próximo. Em março, a projeção para inflação para 2025 chegou ao seu ápice, com uma estimativa de 5,68%.
A inflação surpreendeu positivamente este ano, especialmente pelo resultado dos alimentos, que deve fechar em 1,9%. Apesar de não ser prevista nenhuma explosão de preços, a perspectiva é que não seja tão benigna em 2026.
Já o crescimento do PIB , que em dezembro de 2024 era projetado em 2,01%, agora é de 2,26%, uma alta de 0,10 pontos percentuais nas últimas quatro semanas. Para o crescimento da economia no próximo ano as projeções não se alteraram, em ambos os boletins, ficaram em 1,80%

A projeção para a cotação do dólar teve sua segunda alta consecutivo, fechando o ano com R$ 5,44, bem abaixo dos R$ 5,96 projetados pelo mercado no último boletim do ano passado. Para 2026, a perspectiva é que a moeda feche o ano em R$ 5,50, enquanto em dezembro de 2024, se esperava
que chegasse a R$ 5,90.
Já a Selic, que era estimada em 14,75% ao fim deste ano, fechou 2025, em 15%. A previsão para os juros básicos da economia para o próximo ano também ficou maior do que se projetava em 2024, 12,25% contra 12%.
Por Luciana Casemiro – O Globo



