Após 16 altas seguidas, mercado financeiro estabiliza previsão de inflação

Os analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) mantiveram a estimativa de inflação em  5,33% em 2026, ou seja, acima do teto da meta.

 

A manutenção na projeção da inflação veio após 16 semanas de alta consecutivas. O movimento de alta teve relação com os efeitos da alta do petróleo provocada pela instabilidade decorrente da guerra no Oriente Médio.

 

Para 2027, a expectativa subiu de 4,15% para 4,17%. Já as projeções para 2028 e 2029 ficaram estáveis em 3,70% e 3,50%, respectivamente.

 

Em relação ao crescimento da economia, o mercado elevou ligeiramente a projeção para o PIB de 2026, que passou de 1,98% para 1,99%.

 

Por outro lado, a expectativa para 2027 recuou de 1,70% para 1,68%. Enquanto isso, as estimativas para 2028 e 2029 permaneceram em 2%.

 

 

Segundo o Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para este ano é de 3%. Como há intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, a meta será cumprida se ficar entre 1,5% e 4,5%.

 

Câmbio e Selic

A projeção para o dólar ao fim de 2026 continuou em R$ 5,20. Para 2027, a expectativa avançou de R$ 5,27 para R$ 5,28. Além disso, a estimativa para 2028 passou de R$ 5,30 para R$ 5,35. Já a projeção para 2029 foi mantida em R$ 5,40.

 

Os economistas mantiveram a expectativa para a taxa Selic em 14% ao ano em 2026. Da mesma forma, a projeção para 2027 permaneceu em 12%.

 

Em contrapartida, a estimativa para 2028 subiu de 10,25% para 10,50%. Para 2029, a projeção seguiu em 10% ao ano.