O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), utilizado para o reajuste da maior parte dos aluguéis no Brasil, recuou 0,5% em junho. Mesmo com a variação negativa, o índice acumula alta de 3,16% em 12 meses, percentual que será repassado para os contratos com vencimento no mês de junho.
Como foi o IGP-M
Inflação do aluguel apresentou deflação em junho. A queda de 0,5% do IGP-M reverte as altas registradas pelo indicador nos últimos três meses. Em junho do ano passado, o indicador recuou 1,67%.
IGP-M acumulado em 12 meses permanece em alta. A variação deste mês faz com que o índice acumulado desde julho do ano passado alcance 3,16%, a maior variação positiva desde junho do ano passado (4,39%).
Locações com contratos vencidos em junho serão reajustadas. A variação positiva do IGP-M será aplicada para os contratos de aluguel atrelados ao indicador com vencimento neste mês. O inquilino que paga mensalmente R$ 2.000 de aluguel, por exemplo, terá o valor dos boletos aumentado em R$ 63,20 e passará a pagar R$ 2.063,20.
Deflação é estimulada por queda de 0,97% dos preços aos produtores. Matheus Dias, economista do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) aponta que o recuo equivale á “convergência dos preços de commodities energéticas e minerais aos patamares pré-guerra”.
No segmento agrícola, apesar das expectativas de um El Niño intenso e dos choques em insumos produtivos decorrentes da guerra, as principais safras ainda apresentam resultados positivos para o ano, o que se reflete na queda dos preços de cana-de-açúcar e café.Matheus Dias
O que é o IGP-M
Índice surgiu no final da década de 1940 para oferecer uma visão ampla sobre o comportamento dos preços no Brasil. Para isso, o IGP-M acompanha etapas do processo produtivo e atividades econômicas e funciona como um termômetro para empresas, governos e consumidores que precisam acompanhar a inflação.
Aplicação prática do índice ganha destaque como referência para reajustes contratuais no país. O mercado usa o indicador para corrigir tarifas de energia elétrica e telefonia, além de ser a base para a atualização anual de valores no setor imobiliário, como em contratos de aluguel.
Setor de serviços também adota o índice para corrigir prestações essenciais. Contratos de educação, planos de saúde e parcerias público-privadas usam o indicador por causa de sua regularidade histórica, que serve para nortear negociações e ajustes de longo prazo.
Cálculo do IGP-M combina três indicadores diferentes para formar a média ponderada final. O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) representa 60% da conta, enquanto o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) equivale a 30% e mede os impactos no consumidor final. Os demais 10% correspondem ao INCC (Índice Nacional de Custo da Construção



