Brasil deve superar marca de 10 milhões de turistas estrangeiros este ano, diz presidente da Embratur

O Brasil vai superar pela primeira vez este ano a marca de ​10 milhões de turistas estrangeiros visitando o ​país e pode atingir 12 milhões em 2027, estimou nesta sexta-feira o presidente da Embratur, Marcelo Freixo.

 

Segundo ele, o número de visitantes de fora ​já começou 2026 a ⁠todo vapor ​após o recorde de 9,3 milhões em 2025. ⁠Os viajantes de outros países avançaram ​37% no ano passado ante 2024.

 

“Temos um potencial de crescimento enorme, apesar de sermos um país continental, com voos ‌longos e com um oceano para ‌a Europa ​e um oceano para os Estados Unidos“, disse Freixo à Reuters.

 

“Vamos passar dos 10 milhões pela primeira vez em 2026… Acho ‌que vamos a 10 milhões este ano e podemos chegar a 12 milhões em dois anos”, adicionou ele.

 

Dados da Embratur, com base em passagens aéreas emitidas, apontam que durante o Carnaval o fluxo de estrangeiros visitando o país será 20% maior que o do ano passado.

 

O Carnaval é visto pelo governo como um chamariz para impulsionar o turismo ‌internacional. Estima-se que mais de 160 países assistam o Carnaval do Rio de Janeiro, o mais conhecido do país.

 

A Embratur ​vai começar a apostar na promoção de outros grandes eventos e festas tradicionais da cultura ‌brasileira, como o São João. A festa é muito tradicional no Norte e Nordeste do país, mas ainda não é muito ‌conhecida dos turistas de outros ‌países.

 

“Vamos promover o São João na Argentina para no meio do ano os argentinos conhecerem ⁠a nossa festa. Temos que pegar o que fazemos de melhor e botar na prateleira do turismo”, disse Freixo.

 

Os argentinos continuam sendo o maior grupo de turistas, seguido dos chilenos e norte-americanos.

 

Ainda sobre o ​Carnaval deste ano, Freixo ​disse estar tranquilo sobre os questionamentos na Justiça em relação ao desfile da Acadêmicos de Niterói, que vai levar a história do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Sapucaí — opositores alegam que o enredo pode ser considerado uma campanha eleitoral antecipada para Lula.

 

“Vejo isso com tranquilidade. Tratamos todos iguais, demos R$12 ⁠milhões para as escolas de forma igual, e não houve favorecimento”, disse ​Freixo. “O enredo é responsabilidade de cada escola.”