Brasileiros gastam mais no exterior e atingem maior nível da história em junho

Os brasileiros que viajaram para o exterior em junho gastaram cerca de US$ 2,21 bilhões — o equivalente a R$ 11,27 bilhões —, segundo as Estatísticas do Setor Externo, divulgadas pelo BC (Banco Central) nesta terça-feira (28). Em maio, o valor foi de US$ 2,06 bilhões.

 

A quantia representa o maior volume de despesas fora do país para o mês desde 1995, começo da série histórica, quando esse resultado foi de US$ 326 milhões (R$ 1,66 bilhão). Para efeito de comparação, no mesmo período do ano passado, por exemplo, os turistas brasileiros gastaram US$ 1,85 bilhão em outras nações.

 

Ainda no mês passado, os estrangeiros desembolsaram US$ 809 milhões em solo nacional. A quantia teve alta em relação a maio, quando o total foi de US$ 786 milhões.

 

E, em comparação a junho de 2025 — quando as despesas dos turistas no Brasil chegaram a US$ 690,6 milhões —, os estrangeiros gastaram 17% a mais no país.

 

Em virtude disso, o saldo das viagens — a diferença entre os gastos no exterior de brasileiros e os de estrangeiros no Brasil — ficou negativo em junho último e resultou em US$ 1,40 bilhão.

 

Porém, historicamente, o volume gasto por brasileiros no exterior é maior do que o de estrangeiros em solo brasileiro. Em 2024, por exemplo, as despesas daqueles em outros países cresceram 35% em relação ao ano anterior e totalizaram US$ 19,67 bilhões (R$ 108 bilhões na cotação atual).

 

No semestre

Os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 12,61 bilhões   (R$ 64,5 bilhões)      no primeiro semestre deste ano, informou o Banco Central (BC) nesta terça-feira (28).

  • Isso representa um crescimento de 22,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando somaram US$ 10,3 bilhões.
  • Esse também é o maior valor para os seis primeiros meses de um ano desde o início da série histórica do BC, em 1995.

 

O aumento de gastos no exterior acontece em um momento de queda na cotação da moeda norte-americana, o que barateia as viagens para outros países.

 

  • Passagens, despesas com hotéis e gastos com produtos e serviços no exterior, por exemplo, são influenciados ou cotados em moeda estrangeira.
  • Com isso, quando o dólar está mais baixo, os brasileiros acabam tendo gastos menores com esses itens.

 

Os gastos de turistas internacionais bateram recorde histórico no Brasil no primeiro semestre de 2026, atingindo R$ 28,7 bilhões, (US$ 5,61 bi )      um valor 13% maior que os R$ 25,5 bilhões do mesmo período em 2025, conforme dados divulgados pelo Banco Central.

 

Assim O déficit na conta das viagens internacionais ficou em R$ 36,5 no 1º semestre.