Governo Trump pune 02 brasileiros e 03 empresas por ligações ao PCC

O governo Trump anunciou o bloqueio de bens dos brasileiros Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira e de três empresas no Brasil e uma em Portugal. O grupo é acusado de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

 

A medida determina o bloqueio de todos os bens dos sancionados em território norte-americano e proíbe transações financeiras com eles. Esta é a primeira vez que os EUA aplicam sanções desde que classificaram o PCC como grupo terrorista.

 

Brasileiros sancionados:

  • Victor Henrique de Oliveira Shimada;
  • Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira.

 

Empresas sancionadas:

  • Victory Trading Intermediacão De Negocios Cobrancas E Tecnologia Ltda;
  • Pixwave Solucoes De Pagamentos Ltda;
  • Wave Construcoes Inteligentes Ltda;
  • Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda (de Portugal).

 

O empresário Victor Shimada é apontado pelos EUA como o elo-chave entre membros do PCC na Flórida e traficantes internacionais. O governo Trump alega que Shimada movimentou cerca de R$ 156 milhões em recursos ilícitos vindos de várias cidades norte-americanas. Ele teria usado criptomoedas para transferir os valores ao Brasil em nome da facção.

 

Já Stella, segundo os EUA, é parente de Shimada e atuou como a secretária dele. O governo norte-americano afirma que ela atua como intermediária da facção, recebendo grandes quantias e facilitando as operações de lavagem de dinheiro da quadrilha.

 

A empresa Victory Trading, da qual Shimada é o único sócio, foi incluída na lista de sanções. De acordo com os EUA, Victor, Stella e as empresas sancionadas integram uma rede internacional de lavagem de dinheiro do PCC.

 

Shimada já havia sido denunciado pelo Ministério Público de São Paulo em 2025 por lavagem de dinheiro no caso envolvendo a VaideBet e o Corinthians.

 

O comunicado alerta também que instituições financeiras estrangeiras que “conscientemente facilitem transações significativas para os sancionados” correm o risco de sofrer sanções secundárias – o que pode incluir a proibição ou imposição de condições rigorosas para manter contas nos Estados Unidos.

 

Após a decisão dos EUA, o Ministério da Justiça disse acompanhar o caso com preocupação. O governo vê possíveis impactos a brasileiros e alerta para riscos aos bancos