Governo Trump sugere novo tarifaço contra países por trabalho forçado e inclui Brasil em sobretaxa de 12,5%

Um dia depois da recomendação de um novo tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, o governo do presidente Donald Trump anunciou uma nova rodada de sobretaxas que inclui o Brasil. Dessa vez, a taxação é de 12,5% sobre o valor dos produtos brasileiros que entram nos EUA.

 

Os Estados Unidos estão propondo tarifas de 10% a 12,5% sobre importações da maioria de seus principais parceiros comerciais após uma investigação sobre produtos supostamente fabricados com trabalho forçado, enquanto o presidente Donald Trump busca reconstruir a ampla barreira tarifária derrubada pela Suprema Corte dos EUA. Na lista divulgada há pouco está o Brasil.

 

A alíquota de 10% seria aplicada às importações provenientes de Canadá, México, União Europeia, Taiwan e Reino Unido, entre outros locais, segundo comunicado do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês).

 

Produtos de outras grandes economias, incluindo Brasil, China, Índia, Japão, Coreia do Sul e Suíça, estariam sujeitos a uma tarifa de 12,5%.

 

O órgão de comércio afirmou que está impondo a taxa menor a produtos de economias que já adotam proibições à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado ou que se comprometeram a fazê-lo. Já os países que “falharam em impor e aplicar de forma efetiva” essas restrições receberam a tarifa mais elevada.

 

Na terça-feira, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) concluiu a investigação comercial contra o Brasil e propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, com exceções previstas em uma lista específica de produtos. Conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, a medida abre uma nova etapa de consulta pública antes de eventual adoção de sanções comerciais.

 

O presidente Lula responsabilizou a família Bolsonaro, particularmente o senador e pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, e os acusou de conspirar contra o país. O senador disse ter pedido a Trump que não taxasse empresas brasileiras, no que mais uma vez não foi atendido.