A inflação oficial do Brasil perdeu ritmo e foi de 0,09% em outubro, ante avanço de 0,48% apurado em setembro, mostram dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Abaixo das expectativas do mercado financeiro, a variação é a menor dos últimos 27 anos para o mês.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA acumula no ano alta de 3,73% e, nos últimos doze meses, o índice ficou em 4,68%, abaixo dos 5,17% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2024, a variação havia sido de 0,56%.
Índice permanece acima do teto da meta estabelecida para 2025. Mesmo com a perda de força da inflação anual, o IPCA persiste acima da margem de tolerância definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). O órgão estabelece que a inflação deve ser de 3% e admite oscilações de 1,5 ponto percentual (entre 1,5% e 4,5%).
| Período | Taxa |
| Outubro de 2025 | 0,09% |
| Setembro de 2025 | 0,48% |
| Outubro de 2024 | 0,56% |
| Acumulado no ano | 3,73% |
| Acumulado nos últimos 12 meses | 4,68% |
Em outubro, três dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados vieram com variação negativa: Artigos de residência (-0,34%), Habitação (-0,30%) e Comunicação (-0,16%). No lado das altas, as variações ficaram entre o 0,01% de Alimentação e bebidas e o 0,51% de Vestuário.
| IPCA – Variação e Impacto por grupos – mensal | ||||
| Grupo | Variação (%) | Impacto (p.p.) | ||
| Setembro | Outubro | Setembro | Outubro | |
| Índice Geral | 0,48 | 0,09 | 0,48 | 0,09 |
| Alimentação e bebidas | -0,26 | 0,01 | -0,06 | 0,00 |
| Habitação | 2,97 | -0,30 | 0,45 | -0,05 |
| Artigos de residência | -0,40 | -0,34 | -0,01 | -0,01 |
| Vestuário | 0,63 | 0,51 | 0,03 | 0,02 |
| Transportes | 0,01 | 0,11 | 0,00 | 0,02 |
| Saúde e cuidados pessoais | 0,17 | 0,41 | 0,02 | 0,06 |
| Despesas pessoais | 0,51 | 0,45 | 0,05 | 0,05 |
| Educação | 0,07 | 0,06 | 0,01 | 0,00 |
| Comunicação | -0,17 | -0,16 | -0,01 | 0,00 |
| Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços | ||||
Em outubro, o grupo Alimentação e bebidas apresentou variação de 0,01%, com a alimentação no domicílio caindo 0,16%, com destaque para as quedas do arroz (-2,49%) e do leite longa vida (-1,88%). No lado das altas sobressaem a batata-inglesa (8,56%) e o óleo de soja (4,64%).
A queda de 0,30% do grupo Habitação foi motivada pela variação negativa de 2,39% registrada no subitem energia elétrica residencial, sendo o maior impacto negativo no índice de outubro, com -0,10 p.p. Tal movimento reflete a mudança da bandeira tarifária vermelha patamar 2, vigente em setembro, para a bandeira vermelha patamar 1, com a cobrança adicional de R$ 4,46 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos, ao invés dos R$ 7,87.
O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange as regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, além dos municípios de Goiânia (GO), Campo Grande (MS), Rio Branco (AC), São Luís (MA), Aracaju (SE) e de Brasília.
INPC tem alta de 0,03% em outubro
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC que serve de base para reajuste do salário mínimo registrou alta de 0,03% em outubro. No ano, o acumulado é de 3,65% e, nos últimos 12 meses, de 4,49%, abaixo dos 5,10% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2024, a taxa foi de 0,61%.



